Posted by Eric Novello | Under pessoal
Terça Jun 30, 2009
“Apple may soon make more money selling iPhone downloads (ideas) than it does from the iPhone itself (stuff). The company could one day give away the iPhone to boost downloads; it could give away the downloads to boost iPhone sales; or it could continue to do what it does now, and charge for both. Who knows?”
Saiu um artigo muito bom (e muito grande) no The New Yorker sobre a idéia de disponibilização de material for free no futuro. O texto comenta da assinatura de jornais pelo Kindle (e o papel de tubarão da Amazon nisso), fala de Youtube e termina com energia e indústria farmacêutica. Pelo menos as duas primeiras páginas valem uma espiada.
Posted by Eric Novello | Under cultural
Segunda Jun 29, 2009
Tenho duas namoradas
A música e a poesia
Que ocupam minhas noites
Que acabam com meus dias
Uma fala sem parar
A outra nunca desliga
Não consigo separar
Duvido d o dó que alguém consiga
Cantar é saber juntar
Melodia, ritmo e harmonia
Se eu tivesse que optar
Não sei qual eu escolheria
Tem vez que o caso é comigo
Tem vez que sou só sentinela
Xifópagas, caso antigo,
Tem vez que é só entre elas
Nenhum instante se deixam
Grudadas pelas costelas
Nenhum segundo me largam
Também eu não largo delas
Na voz de Zelia Duncan, composta por Itamar Assumpção e Alice Ruiz. CD Pelo Sabor do Gesto, acabou de sair do forno.
Posted by Eric Novello | Under pessoal
Domingo Jun 28, 2009
Se a resposta é não, você nunca leu meu segundo livro, o que é um vexame total! Shame on you. Lucas Moginie é um escritor com síndrome de Pirandello que conversa com os personagens, frequenta seus próprios cenários, tem fobia de fantasia e vício por realidade. Sim, ele é meio esquizofrênico, mas é muito divertido. O problema do Lucas é que para se inspirar ele ia para bares e boates com um caderninho e anotava todas as frases interessantes e histórias loucas que ouvia, transformando a realidade em ficção. Só que o sujeito acabou ficando famoso com isso. E o que você faz quando gosta de aparecer e um cara como o Lucas aparece do seu lado? Você fala uma frase forçada e repensada 10 vezes na esperança de se transformar em personagem. Inventa suas próprias histórias. Acaba com a realidade e a transforma em fantasia (né celebridades?). E isso foi o mesmo que enfiar uma faca de rocambole da imaginação do Lucas. Crise de criatividade, prazo estourando, editora pegando no pé. A vida dele vira um inferno!
E é aí que entra a Tita. Tita é um amor do passado, que acompanhava a vida do Lucas lendo os livros. Quando o livro não sai na época programada ela sabe que algo está errado, e a melhor maneira de curar uma crise de criatividade é levar Lucas Moginie para conhecer novos lugares da noite carioca. “Tô passando aí, se arruma e desce”. É assim que eles se reencontram e a bagunça toda começa.
Quer dizer, Histórias da Noite Carioca na verdade começa assim:
“Lucas P. Moginie. Esse é o meu nome, minha assinatura no cheque e no final do livro. O P. é do Paes, que eu costumo abreviar por achar que Lucas Paes não soa assim, lá essas coisas. Da família eu herdei apenas o Moginie, por isso me sinto à vontade para ocultar o nome do meio. Evito quebrar os galhos da árvore genealógica e me poupo de ouvir Lucas Paes da boca de terceiros. Paes é marca de fantasia.
A profissão? Sou escritor. Talvez você me pergunte isso amanhã e eu pense duas vezes antes de responder, mas hoje estou convicto de que, sim, eu sou. Trago poucos livros na bagagem, porém já conquistei incontáveis inimigos. Fãs? Eles sempre estão por perto. São os fiéis companheiros de jornada. Ao menos é o que diz Lívia, minha agente, quando precisa + quer + acha viável me reconfortar”.
O livro você encontra em livrarias físicas e virtuais. As crônicas do Diário Secreto de Lucas Moginie, eu começo a reeditar na semana que vem. São 45 textos. Hora do personagem ganhar vida novamente.
Posted by Eric Novello | Under cultural
Domingo Jun 28, 2009
O super Sergio Pereira Couto enviou um convite que repasso aqui para vocês. O Sergio é um cara divertidíssimo, que pesquisa a fundo o tema dos seus livros, então as palestras são sucesso garantido. Espia só:
O mês de julho está chegando e é hora de ajustar as agendas para participar de um evento imperdível. A Livraria Cultura do Shopping Bourbon Pompéia estará, no dia 11 de julho, um sábado, antecipando as comemorações do Dia Mundial do Rock (que rola na verdade no dia 13 de julho, numa segunda).
Para tanto eu entrei em campo para divulgar meu trabalho sobre história do rock que já havia feito com meu livro SEGREDOS E LENDAS DO ROCK, dedicado às lendas urbanas mais famosas do meio. Fui contatado pela Cultura para organizar uma tarde cheia de eventos que contará com o apoio da DISTRIBUIDORA DE VÍDEO ST2 e da REVISTA LEITURAS DA HISTÓRIA, da Editora Escala. Serão quatro horas recheadas de histórias, palestras, vídeos, brincadeiras e brindes para o público. Confira aqui a programação.
Posted by Eric Novello | Under pessoal
Sexta Jun 26, 2009
Sempre considerei o Michael Jackson o mais próximo que tínhamos de alguém que vivia entre a fantasia e a realidade. Ele era a verdadeira fusão dos dois mundos. Não fui um grande fã, mas o pop de hoje só existe graças a tudo que ele fez. O cara tinha um talento inegável, e ainda assim foi capaz de jogar a vida fora. É estranho pensar que antigamente era o rock que fazia suas vítimas. Hoje em dia Britney fica careca e mr. MJ morre de forma tão misteriosa quanto viveu.
Você pode lembrar dele assim:

Ou assim:

Incrivelmente, a mesma pessoa.
Posted by Eric Novello | Under pessoal
Quarta Jun 24, 2009
A movimentação começou. Impressionante a quantidade de visitas que recebi de leitores atrás do livro Alma e Sangue agora nessa semana. Se por um acaso você veio parar aqui por causa do livro da Nazarethe Fonseca, ficam aí algumas informações que podem ser úteis.
Estou trabalhando no copidesque dos 2 livros. Alma e Sangue - O despertar do vampiro e Alma e Sangue - O império dos vampiros, por isso o Google te mandou para cá. Mas aqui você não acha e-book do Alma e Sangue nem download. No máximo eu divulgo um pedaço ou outro do texto com a devida autorização da autora.
Outra. Se você ficou curioso com os recentes comentários sobre a Nazarethe Fonseca nos sites de fãs de Crepúsculo, espere mais um pouco. O lançamento ocorre em menos de 15 dias e toda venda é importante para autor nacional. Acredite, é muito difícil romper as barreiras e preconceitos e conseguir o espaço que a Nazarethe está conseguindo de novo para o livro dela. Se não me engano, a primeira versão de Alma e Sangue saiu em 2001. Pense aí há quanto tempo ela (e um monte de gente) está na luta? Você não faz idéia de como tem autor nacional que vale uma lida e que não encontra espaço.
Um último argumento para a espera: Se você encontrar e-book, será de uma versão antiga que a primeira editora publicou com vários erros. diálogo trepado um no outro e coisa que nem vale comentar. Então realmente vale a pena esperar pela nova edição. Foi feita uma revisão no capricho, entraram novas cenas ou pontos de vista, o ritmo está mais ágil, o texto mais limpo, etc. O livro ganhou um novo sopro de vida. Acho que é o que melhor define a dedicação da Aleph e o meu suor aí em cima desse projeto.
Se essa versão nova vazar em pdf, aí vai do gosto e consciência de cada um baixar ou não. Por enquanto, esperem.
Palavra de quem está há mais de 4 meses trabalhando em cima dos dois livros junto com a autora.
Posted by Eric Novello | Under pessoal
Segunda Jun 22, 2009
“This is because we don’t have a left and a right party in this country; we have a center-right party and a crazy party. And over the last 30-odd years, Democrats have moved to the right and the Right has moved into a mental hospital”.
Bill Maher comentando sobre o plano de saúde do Obama, que está sendo ameaçado por democratas moderados.
Posted by Eric Novello | Under pessoal
Segunda Jun 22, 2009
Fiz uma arrumação interna considerável na estrutura do blog, espero que fique mais fácil de entender. Saiu tudo que era enrolação, ficou só conteúdo. Quando o post abordava o mesmo livro no Na Prateleira e no Resenhas, dançou o do Na Prateleira, que era um resumo rápido feito na época do Skavis. De modo geral:
# Cultural - citações de livros que eu for lendo ou chamadas para lançamentos e eventos
# Magos Urbanos - bastidores de criação do meu próximo romance. Assim que eu voltar para ele, novos posts nessa categoria.
# Mix - é uma categoria temporária dos posts ainda perdidos no site
# Na prateleira - sugestões de leituras. Junto 4 ou 5 livros e faço um breve resumo sobre eles. Podem ser de literatura realista, fantástica, biografias, novos, velhos, em português ou não. Vou torná-lo mais constante
# Pessoal - o blog em si, com as abobrinhas de sempre.
Resenhas não precisa de explicação, mas queria citar os números. Tenho por enquanto:
134 resenhas de cinema, 67 de literatura e 40 de música.
Logo abaixo, minhas séries online.
# A sombra no sol - o diário de um garoto de programa de luxo
# Contos - continhos de fantasia. Talvez coloque alguns de lit. realista
# Deus saiu de férias - Deus, Jesus e o Capeta discutindo de política a Britney Spears.
# Relacionamentos da Modernidade - é a série mais nova, ainda não sei se renderá. Fala de como a internet afeta o relacionamento das pessoas.
# O Diário Secreto de Lucas Moginie - não está ali ainda, mas sempre vale lembrar de que a série está voltando! Como o Lucas é o mais próximo que tenho de um alterego, espero que curtam bastante.
Posted by Eric Novello | Under cine-vídeo
Segunda Jun 22, 2009
Desejo e Perigo não é exatamente o título mais atraente de um filme de Ang Lee. Nisso podemos entrar na velha discussão sobre julgar um livro pela capa e outros clichês. Pois foi pensando num clichê resenhístico, permitam-me, que comecei a escrever esse texto: a velha máxima de que “mesmo um filme ruim do Ang Lee é um filme acima da média”. Infelizmente, mesmo estreitando os olhos com força, não encontrei entrelinha filosófica que fizesse valer a pena.
Desejo e Perigo se passa em Xangai, na época da Segunda Guerra, quando a China foi ocupada pelo Japão. Conta a história de uma espiã que se apaixona pelo espionado, sem grandes mudanças na dinâmica tradicional do estilo e com um final típico do diretor. Escolhida para se infiltrar na casa de Mr. Yee, um dos colaboradores do Japão na invasão, Mak Tai se passa por Mrs. Mak, mulher sofisticada que se destaca graças às práticas de contrabando do marido (lembre-se de que mercadorias faltam em época de guerra). A história é falsa, logicamente, mas serve para atrair a atenção da esposa de Mr. Yee. Com isso, Mak Tai passa a freqüentar a casa deles para jogar Mahjong, aparentemente o único passatempo das mulheres durante a guerra. Não demora muito para que a beleza de Mrs. Mak chame a atenção de Yee, começando o jogo de sedução.
Ang Lee transforma as cenas de sexo em peças importantes para o entendimento da trama e da evolução psicológica dos personagens. De primeira, o sexo beira quase o estupro, já que Yee faz questão de mostrar quem está no comando. Um homem responsável por torturas e mortes não deve ser lá muito gentil, não? Mak deixa escapar um sorriso dúbio, já que o “estar no comando” é uma prova de que Yee caiu em sua armação. O quanto cada um avança no jogo de espionagem e no envolvimento sentimental é simbolizado na cama, culminando com uma posição para Kama Sutra nenhum colocar defeito.
Entretanto, essa brincadeira não é suficiente para sustentar o restante da história. Há personagens sobrando, cenas despropositadas e mesmo o posicionamento de câmera parece se dever mais à falta de espaço do que à linguagem em si. A câmera estagnada reforça a lentidão narrativa, indo na contramão do turbilhão de sentimentos dos personagens. Outro artifício desnecessário são as idas e vindas no tempo. Teoricamente, funcionam como uma brincadeira de roteiro para aumentar o suspense de uma cena específica. Como no cinema uma cena não possui valor absoluto, já que o contexto se constrói no somatório do antes e do depois, o espectador vê a cena deslocada e fica com ela na cabeça, ainda livre de interpretações. Lá pelas tantas, já com informações narrativas, a cena se encaixa na trama geral e o espectador entende tudo, aquele “aaaah…” que pode criar um grande momento dentro de um filme. Por exemplo: você vê um personagem apanhando muito. Ele é jogado no mar e parece morrer. Você acompanha o sofrimento dele, mas ainda não tem nenhum vínculo, nenhuma empatia. Lá no final do filme, você já descobriu que ele é o mocinho, o cara por quem você torce, e a cena já saiu da sua cabeça. De repente, quando ele está indo encontrar o grande amor de sua vida, naquele famoso momento em que tudo que deu errado passará a dar certo, aparece a tal cena. E você, que tinha se esquecido dela, tem aquele choque, perde o fôlego. Você já sabe que ele vai apanhar, antecipa a frustração, e o sofrimento ganha novo peso. Simples assim.
De vez em quando, esse recurso é usado de forma invertida. Quando a cena dentro de contexto fica sem a força almejada, é possível antecipá-la na montagem, em busca do toque extra de suspense. Curiosamente, a cena que Ang Lee escolhe para essa brincadeira não possui nenhuma carga dramática, o que tira todo o sentido, e os avanços e recuos na linha temporal, desprovidos desse jogo de remontagem, só servem para confundir o espectador.
Resta agora esperar por Taking Woodstock, quem sabe um novo bom momento da carreira do diretor.
Em tempo: Desejo e Perigo ganhou 15 prêmios (melhor filme no festival de Veneza), e foi indicado a 23, incluindo o Globo de Ouro.
Posted by Eric Novello | Under cine-vídeo
Segunda Jun 22, 2009
Dois tradicionais sucessos de bilheteria da ficção-científica voltaram esse ano com nova roupagem. Star Trek zerou a série com uma superprodução que supera qualquer filme anterior. Exterminador do Futuro – a Salvação avança para a época em que a guerra homem x máquina já começou e John Connor não é só uma promessa de esperança. Um deles foi certeiro e ganhou elogios de crítica e de fãs exigentes, o outro foi um fracasso de crítica, mas está agradando ao público mais adolescente.
Se você está chegando agora ao universo de Exterminador do Futuro (Terminator), a premissa é mais ou menos essa: uma empresa privada começa a desenvolver um sistema de defesa global controlado por inteligência artificial. Mais tarde, a força aérea americana compra o projeto e continua o seu desenvolvimento. Esse sistema, chamado Skynet, tem acesso a todos os computadores militares do país, incluindo os que controlam armas nucleares. O que ninguém esperava é que a Skynet fosse realmente inteligente e começasse a operar sozinha. Os desenvolvedores do sistema não sabem o que fazer e, por medidas de segurança, tentam desligá-lo. A partir desse momento, a Skynet define a humanidade como seu inimigo e dispara as armas nucleares em seu controle. Se os Estados Unidos ficassem loucos e atirassem mísseis nucleares em países como Rússia ou Irã, o que eles fariam? Retribuiriam o ataque. E assim, antes que se esclareça que a ameaça é uma rede de inteligência artificial, metade da humanidade vai para o buraco. No futuro, Skynet evoluiu e já constrói seus próprios solados, os Exterminadores ou Terminators, para enfrentar as forças de resistência humanas. Lá pelas tantas, quando a viagem no tempo passa a ser controlada, a Skynet percebe que é uma ótima idéia mandar um Exterminador para o passado e matar o líder da resistência antes de seu nascimento (mirando sua mãe, obviamente). É isso o que move os três filmes estrelados por Arnold Schwarzenegger. O primeiro deles, lançado em 1984, é considerado um clássico da ficção-científica e o segundo também tem seus fãs.
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