“A Transcendência é uma paixão, uma patologia que, junto com a Fé, é o pilar da criação, da invenção de deuses e principalmente do Deus único onipotente, onipresente, onisciente. Deus único, o placebo-mor surgido organicamente, neurogeneticamente, arcaico-socialmente da necessidade (carimbada, legitimada por cientistas pesquisadores da neuroevolução da paisagem cerebral cheia de multiplasticidade e simulação constante da vida) de dar sentido à existência, de se ter esperança de perspectiva e metas de sobrevivência, da necessidade de saciar o instinto de absoluto e eternidade. O apocalipse é o carnaval sinistro da Transcendência (…)”.  – Do conto de Fausto Fawcett em Cartas do Fim do Mundo, lançamento da Terracota no finzinho de 2009.