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	<title>Eric Novello &#187; dicas de leitura</title>
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	<description>Escritor, tradutor e roteirista.</description>
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		<title>Dicas: The Night Watch</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 02:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lukyanenko é um cara que eu descobri graças à adaptação do livro para o cinema. Como o cartaz era muito ruim, eu não vi o filme. Quem não tem orçamento para o cartaz vai ter para as filmagens? Pois é. Mas fiquei curioso em saber como seria uma fantasia urbana russa de um autor de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/10/nightwatch.jpg" class="thickbox no_icon" title="Night Watch"><img class="size-medium wp-image-10958 alignleft" title="Night Watch" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/10/nightwatch-192x300.jpg" alt="" width="192" height="300" /></a>Lukyanenko é um cara que eu descobri graças à adaptação do livro para o cinema. Como o cartaz era muito ruim, eu não vi o filme. Quem não tem orçamento para o cartaz vai ter para as filmagens? Pois é. Mas fiquei curioso em saber como seria uma fantasia urbana russa de um autor de ficção-científica. The <strong>Night Watch</strong>, de <strong>Sergei Lukianenko</strong>, é dividido em três novelas interligadas (sem coesão, mas interligadas). A primeira puxa para o humor, a segunda para o policial e a terceira para algo mais filosófico. Os Guaridões da Noite são os caras que patrulham de noite (ahá!) para ver se as criaturas do ‘mal’ estão agindo dentro da lei. Sua contraparte são os guardiões do dia, que patrulham de dia (hum!) para ver se o ‘bem’ está agindo dentro da lei. Ponha aí metamorfos, magos, bruxas, maldições, vampiros e mais um punhado de efeitos especiais e você terá noção da mitologia. O forte do livro é que tanto o bem quanto o mal são escrotos, uma espécie de Google x Microsoft do mundo sobrenatural. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">As duas organizações são brasileiramente burocráticas, cheias de regras internas, ações por baixo dos panos e ordens de propósitos indefinidos. Elas existem para manter um equilíbrio de ações positivas e negativas, mas o bem não se incomodaria em passar por cima de quem fosse para isso. O leitor acaba se identificando tanto com personagens de um lado quanto do outro. Não sei se o protagonista sofre mais na mão dos guardiões do dia ou nas mãos de seus chefes. O modo como o Lukyanenko brinca com as questões de moral valem o livro. Fora ser o final feliz mais depressivo que me lembro de ter lido dentro do gênero. O cara deve ter escutado muito de seus editores “Mas não dá para mudar isso não? Leitor gosta é de final feliz!” Eu gostei mesmo assim.</p>
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		<title>Dicas: Night Shift</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 02:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fantasia Urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Lilith Saintcrow]]></category>
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		<description><![CDATA[Falando em atmosfera densa, um livro que me arrepiou foi Night Shift, da Lilith Saintcrow. A história é bem simples: a protagonista é uma caçadora de demônios que trabalha com a polícia para mandar os chifrudos de volta para o inferno. Para ter poderes a mais e sair na vantagem, ela mesma fez um pacto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/10/nightshift.jpg"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/10/nightshift.jpg"><img class="size-medium wp-image-10957 alignleft" title="Night Shift" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/10/nightshift-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Falando em atmosfera densa, um livro que me arrepiou foi <strong>Night Shift</strong>, da <strong>Lilith Saintcrow</strong>. A história é bem simples: a protagonista é uma caçadora de demônios que trabalha com a polícia para mandar os chifrudos de volta para o inferno. Para ter poderes a mais e sair na vantagem, ela mesma fez um pacto com um demônio. Vender a alma? Nada disso. Kismet precisa se encontrar de tempos em tempos com o demo, quando ele tenta corromper sua alma de um modo sinistríssimo que não conto aqui para não estragar a surpresa. Mas pode deixar de lado aquela idéia do demônio sedutor que quer te vencer pela vaidade, pela cobiça. Aqui os demônios pegam pesado e geralmente estão associados a crimes que consideramos hediondos na vida real. Sabe aquela coisa de “não sei como um ser humano pode fazer isso?” Então.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Lilith indica existir uma mitologia ampla e trabalha em Night Shift com metamorfos felinos, ou werecats. Uma coisa que acho muito bem sacada é que, ao invés de ficar usando as descrições físicas ela usa detalhes de comportamento para descrever os bichos. Por exemplo: sabe o hábito dos gatos de estarem sempre próximos, passeando rente a perna dos donos? Os werecats são mais ou menos assim, tem uma noção de distância mínima diferente da dos humanos. Do que li até agora, a Lilith é a que puxa mais para o terror, por isso a recomendação. Dá para sentir que ela ainda estava experimentando um formato, mas ainda assim vale a pena. Se você tem frescura com cenas violentas, passe longe.</p>
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		<title>Dicas: White Night</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 02:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Jim Butcher]]></category>
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		<category><![CDATA[vampiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um período de descanso pós-mudança para São Paulo, resolvi explorar melhor esse paraíso dos livromaníacos que é a Livraria Cultura. Numa das minhas voltas, dei de cara com um mago encapotado andando no meio da cidade. O Harry Dresden é um mago profissional, com nome na porta no melhor estilo folhetim detetivesco. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/10/whitenight.jpg"></a><a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/10/whitenight.jpg"><img class="size-medium wp-image-10956 alignleft" title="White Night" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/10/whitenight-178x300.jpg" alt="" width="178" height="300" /></a>Depois de um período de descanso pós-mudança para São Paulo, resolvi explorar melhor esse paraíso dos livromaníacos que é a Livraria Cultura. Numa das minhas voltas, dei de cara com um mago encapotado andando no meio da cidade. O Harry Dresden é um mago profissional, com nome na porta no melhor estilo folhetim detetivesco. É considerado um charlatão por muita gente, mas acaba sendo contratado pela polícia como consultor e, conforme obtém resultados, aumenta o respeito por ele dentro da corporação. <strong>Jim Butcher</strong> curte muito os jogos de palavras nos títulos. White Knight é Cavaleiro Branco, mas também fala da <strong>White Night</strong>, uma noite em que um grupo de vampiros ferra com a vida de todo mundo. A Corte Branca reúne um tipo de vampiro que não tem dentes, não vira névoa nem morcego (nem passa a eternidade no colégio).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Eles são vampiros de energia. Os que se alimentam de medo, vão te assustar até a última gota. Os que se alimentam de prazer&#8230; farão sexo até você morrer. Aqui, são os vampiros sexuais o centro das atenções. Aparentemente, praticantes de Wicca estão se suicidando na cidade. A policial Murphy resolve chamar o Dresden para dar uma espiada e ele descobre de cara que os casos são assassinatos. A partir daí, é uma virada de trama atrás da outra que faz referência a vários dos livros anteriores. Esse é o nono livro da série e me levou a comprar todos os demais. Dos que já li, é o que mais aposta no clima noir, pondo o psicológico dos personagens no mesmo patamar de importância da narrativa. Até o humor irônico característico do Jim Butcher dá espaço a uma atmosfera mais densa. Se você curte histórias policiais e magia na cidade, esse é um bom livro para começar.</p>
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		<title>Dicas: O prédio, o tédio e o menino cego</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 02:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>

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		<description><![CDATA[Indo para a outra ponta do túnel do tempo, um romance sem poeira que acabou de sair do forno. O Prédio, o Tédio e o Menino Cego, além de um trabalenguas, é o mais recente romance de Santiago Nazarian. Ainda estou no começo, mas parece que o Santiago encontrou um ponto de equilíbrio entre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/08/prediotedio.jpg"></a><a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/08/prediotedio.jpg"><img class="size-medium wp-image-10500 alignleft" title="O prédio, o tédio e o menino cego" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/08/prediotedio-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a>Indo para a outra ponta do túnel do tempo, um romance sem poeira que acabou de sair do forno. <strong>O Prédio, o Tédio e o Menino Cego</strong>, além de um trabalenguas, é o mais recente romance de Santiago Nazarian. Ainda estou no começo, mas parece que o Santiago encontrou um ponto de equilíbrio entre o lirismo de textos anteriores e o viés mais teen de Mastigando Humanos. Fico pensando em revisores que pregam o sabor exato das palavras lendo um “<em>Crescia além de sua masculinidade, cada vez mais branca, cada vez mais magra</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro conta a história de sete meninos que moram em um prédio inclinado prestes a desabar e flerta com os rituais de transição da adolescência, como jogos de poder, conquista de espaço, os rótulos eternos. O tempero, claro, fica por conta do sexo. Quando uma professora muda para a vizinhança, os garotos acabam se confrontando com a descoberta da sexualidade, mas além de atraente a professora é ligeiramente psicopata no melhor estilo “me traga o coração da Branca de Neve”. Como é um romance do Nazarian, estão lá as frases longas, os assassinatos, prostitutas e drogas para animar a vida dos personagens. Não sei se os drogados têm amizade com um sapo dessa vez. Se você nunca leu nada do autor, parece um bom livro para começar. Recomendo pelo histórico e pela manha de virar o leme ligeiramente para o público adolescente, que não se vive só de Crepúsculo nessa vida. A capa e as ilustrações são do Alexandre Matos.</p>
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		<title>Dicas: Pequeno dicionário de percevejos</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 02:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um pouco de poeira espanada para pegar Pequeno Dicionário de Percevejos, que tive o prazer de ganhar autografado em 2004, quando passei pela mesma editora que o Nelson de Oliveira, a Lamparina. Esse também é um livro de contos, dessa vez pescados em trabalhos anteriores do autor para fazer um Best of. É de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/08/pequenodicionario.jpg" class="thickbox no_icon" title="Pequeno Dicionário de Percevejos"><img class="size-medium wp-image-10499 alignleft" title="Pequeno Dicionário de Percevejos" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/08/pequenodicionario-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Mais um pouco de poeira espanada para pegar <strong>Pequeno Dicionário de Percevejos,</strong> que tive o prazer de ganhar autografado em 2004, quando passei pela mesma editora que o Nelson de Oliveira, a Lamparina. Esse também é um livro de contos, dessa vez pescados em trabalhos anteriores do autor para fazer um Best of. É de um tempo em que ele ainda não flertava abertamente com a literatura fantástica. Colocava um dobermann descomunal aqui, trancava a todos em casa ali, mas suas máquinas do tempo ainda não eram feitas de bolhas de sabão. Curto principalmente os com um toque de humor, mesmo que um humor de entrelinhas. Éramos todos bandoleiros, por exemplo, já começa com a tirada “<em>Dênis, sobrenome Pênis, estava encurralado</em>”. Começa fingindo-se de El Mariachi, mas logo se revela uma fantasia de crianças, e é curioso ver como essa fantasia logo cede à descrição da realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O que mais curto talvez seja o mais bobo de todos. Chama-se Fábula Rasa. Ele flerta com os clichês do gênero tanto em termos de história quanto de narrativa, povoando o texto de adjetivos principescos. Para um resumão do espírito do livro, a introdução de Cláudio Daniel é a melhor pedida: “<em>para escrever um dicionário de percevejos é necessário adotar um método rigoroso, usando a mão direita como esquadro e a pupila como astrolábio</em>”. Fiquem de olho também em Doce dilema azul de bolinhas amarelas.</p>
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		<title>Dicas: O céu de Lúcifer</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 02:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>

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		<description><![CDATA[Para falar do Céu de Lúcifer (Azougue, 2003), precisei espanar a poeira tanto da capa quanto dos neurônios. Faz tempo que encontrei esse livro na Primavera dos Livros, uma feira que rola no Rio e em São Paulo só com pequenas editoras. É uma versão bem mais interessante da Bienal para quem gosta de garimpar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ceudelucifer.jpg"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ceudelucifer.jpg"><img class="size-medium wp-image-10497 alignleft" title="Céu de Lúcifer" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/08/ceudelucifer-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Para falar do <strong>Céu de Lúcifer</strong> (Azougue, 2003), precisei espanar a poeira tanto da capa quanto dos neurônios. Faz tempo que encontrei esse livro na Primavera dos Livros, uma feira que rola no Rio e em São Paulo só com pequenas editoras. É uma versão bem mais interessante da Bienal para quem gosta de garimpar bons títulos. Céu de Lúcifer fecha a trilogia conceitual que o Ronaldo Bressane batizou de A outra comédia. O livro traz 19 contos. O primeiro deles, ironicamente, narrado por um jornalista que não agüenta mais informações e se isola do mundo. As notícias chegam como drogas por debaixo da porta, pílulas em doses pequenas para que a abstinência não leve à morte. Os cinco eleitos para alimentá-lo são batizados de infotraficantes, termo que acho muito bem sacado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem estava na mesa-redonda que o autor participou no Fantasticon encontrará muito do Bressane nesse texto. Pé na realidade apresentado, o conto descreve as viagens particulares do jornalista em suas férias mentais, com tiradas como “<em>jornalista mata gigolô por amor a Dostoievski</em>.” Apesar dos cenários e situações cotidianas, como Avenida Paulista, um quarto de hotel, sambinha de Noel Rosa, os contos encontram seus limiares fantásticos em um flerte constante com o onírico. Minha dica são os contos Assassinato em Matutu e Atrás do Sol, que já começa derrubando com um “<em>eles rastejavam atrás do sol por séculos de poeira</em>”. É para quem gosta de literatura em camadas, onde nada vem mastigado. A capa e as ilustrações são de Eduardo Kerges.</p>
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		<title>Dicas: O outro lado da noite</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 02:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[noir]]></category>
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		<description><![CDATA[Na dica da vez, um livro sobre cinema. O outro lado da noite trata de cinema noir, fazendo um comentário mais geral das produções e da importância do noir na transição da linguagem fílmica americana. Depois dessa introdução de 110 páginas que para mim vale o livro, o autor começa a analisar a filmografia, título [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/07/filmenoir.jpg" class="thickbox no_icon" title="Filme Noir"><img class="size-medium wp-image-10352 alignleft" title="Filme Noir" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/07/filmenoir-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a><a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/07/filmenoir.jpg"></a>Na dica da vez, um livro sobre cinema. <strong>O outro lado da noite</strong> trata de cinema noir, fazendo um comentário mais geral das produções e da importância do noir na transição da linguagem fílmica americana. Depois dessa introdução de 110 páginas que para mim vale o livro, o autor começa a analisar a filmografia, título por título, o que meu grau de nerdice ainda não alcançou, já que a análise depende obrigatoriamente do leitor ter visto o filme em questão. Atendo-me ao que gostei: o autor debate, por exemplo, se o noir é um gênero ou só um estilo, um pacote de características que podem aparecer em maior ou menor intensidade em filmes tão variados quanto Blade Runner (por essa você não esperava, não?), Seven (hein, como assim?), Falcão Maltês (esse aí da capa, também conhecido como Relíquia Macabra) ou Marca da Maldade (Orson Welles, o noir clássico dos clássicos como tudo que o Welles já fez). O termo noir, para quem não sabe, nós devemos aos críticos franceses que perceberam em certos filmes policiais americanos  algumas características de tema, visual e linguagem que não existiam no cinema pré-Segunda Guerra da mesma maneira. De quebra, além de saber um pouco mais sobre o assunto, você ficará curioso sobre o expressionismo alemão e sobre os romances de Raymond Chandler, duas fontes importantes do que foi batizado de noir posteriormente.</p>
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		<title>Dicas: Dead until dark</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 02:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vampiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Dead until dark, se você não ouviu falar até agora, volte a ter contato com o mundo. Nem precisa ser o real não, o virtual já está de bom tamanho. Ele foi traduzido há um tempo para o português com o nome Morto até o anoitecer, mas só começou a ir bem nas vendas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Dead until dark</strong>, se você não ouviu falar até agora, volte a ter contato com o mundo. Nem precisa ser o real não, o virtual já está de bom tamanho. <a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/07/trueblood.jpg" class="thickbox no_icon" title="True Blood"><img class="size-medium wp-image-10351 alignleft" title="True Blood" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/07/trueblood-181x300.jpg" alt="" width="181" height="300" /></a>Ele foi traduzido há um tempo para o português com o <a rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/07/trueblood.jpg"></a>nome <strong>Morto até o anoitecer</strong>, mas só começou a ir bem nas vendas com a adaptação para a TV no seriado True Blood. O segundo livro da série, publicado recentemente, só vendeu 8000 exemplares, mas a editora (Saraiva no mercado de romances) promete relançá-lo com capas que remetam diretamente ao seriado, pegando carona no marketing que fez de Charlaine Harris a quinta autora mais vendidas dos States.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Como temos mania de achar que as coisas só passam a existir no momento em que as conhecemos, muita gente pensa que Dead until dark veio na carona de Crepúsculo (cof), mas a Charlaine Harris já está batalhando faz tempo e a série de vampiros que ela batizou de The Sookie Stackhouse Novels / The Southern Vampires existe desde 2001, estando já no 9º livro. Disputas bestas de fãs de lado, o grande lance aqui é o humor. A autora tem um jeitão debochado de tratar o mundo sobrenatural que vale a pena conhecer. Ela aproveita que a protagonista é telepata para falar da hipocrisia e preconceitos contra minorias em geral. O plot é basicamente esse: Os japoneses inventaram o sangue sintético, acabando com a necessidade de doadores para transfusão.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O que ninguém imaginava é que com isso os vampiros se revelassem ao mundo. Não somos mais uma ameaça, queremos participar da sociedade. Cada país trata o caso de um jeito. Nos EUA eles foram aceitos porque o governo ficou de olho nos impostos que seres milenares poderiam pagar. É nesse livro que a Sookie conhece o vampiro Bill e descobre que a vida não é só o que a gente enxerga nela.</p>
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		<title>Dicas: Anacrônicas</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 02:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[dicas de leitura]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[ficção-científica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>

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		<description><![CDATA[O dicas de leitura foi originalmente concebido para o podcast literário Papo na Estante, com dicas variadas de romances, livros de teoria e livros de contos, em português, inglês e espanhol.  Antes em trios, agora as dicas abordarão um livro de cada vez, o que cabe melhor no formato do site.  Por isso não estranhe se você já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2009/07/anacronicas.jpg" class="thickbox no_icon" title="AnaCrônicas"><img class="size-medium wp-image-10350 alignleft" title="AnaCrônicas" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2009/07/anacronicas-168x300.jpg" alt="" width="168" height="300" /></a>O dicas de leitura foi originalmente concebido para o podcast literário Papo na Estante, com dicas variadas de romances, livros de teoria e livros de contos, em português, inglês e espanhol.  Antes em trios, agora as dicas abordarão um livro de cada vez, o que cabe melhor no formato do site.  Por isso não estranhe se você já viu os 9 primeiros posts do Dicas de Leitura por aqui em outro formato.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Para quem chegou agora de pára-quedas, a Ana é uma das colaboradoras do Papo na Estante, historiadora e escritora de literatura fantástica. Esse livrinho bacana é o primeiro dela e vem com 20 contos rapidinhos em 87 páginas. Os temas são bem variados, a leitura é ligeira e o resultado final me surpreendeu bastante. Não sabia bem o que esperar e curti as ironias, a versatilidade, o jeitão de reflexão aqui e ali. Meus preferidos, por motivos suspeitos, são <em>É tarde</em> e <em>Deus embaralha, o Destino Corta</em>. <em>É tarde</em> me fisgou de cara, já que brinca com o universo de Alice no País das Maravilhas, um dos meus vícios literários. Quem lembra do coelho paranóico com as horas vai identificar o bichano ali na capa feita pelo Estevão Ribeiro, marido de DonAna. Diz ela que metade dos livros vendidos foi graças à capa, então aquele papo de que pé de coelho dá sorte para todo mundo menos para o coelho pode ser verdade. <em>Deus embaralha&#8230;</em> é uma brincadeira curtinha com aquela história de que deus joga com a vida da gente&#8230; só que muito mal. Vai uma aula de pôquer aí? <br class="spacer_" /></p>
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		<title>Resumo de leituras 2009</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 02:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[dicas de leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Se não esqueci nenhum livro, o ano fecha com 36 leituras. Abaixo do que eu estava planejando, mas não imaginava a quantidade de coisas que tomariam meu tempo, de um modo positivo. Não incluo na lista as releituras nem os que li aos pedaços. Livros de contos, p.ex., só quando terminar para valer. Ano que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se não esqueci nenhum livro, o ano fecha com 36 leituras. Abaixo do que eu estava planejando, mas não imaginava a quantidade de coisas que tomariam meu tempo, de um modo positivo. Não incluo na lista as releituras nem os que li aos pedaços. Livros de contos, p.ex., só quando terminar para valer. Ano que vem, como me dedicarei mais aos livros de literatura do cotidiano, a lista engordará, já que eles raramente são tijolos. Isso, claro, se a vida bem vivida não me atroplear de novo. Mas quem se importa com metas de leitura, né não?</p>
<p>Laranja Mecanica, Anthony Burgess<br />
Anacrônicas, Ana Cristina Rodrigues<br />
Espelhos Irreais, coletânea<br />
Dead until Dark,  Charlaine Harris<br />
Lving Dead in Dallas<br />
Dead Club<br />
Dead to the World<br />
Dead as a Doornail<br />
Definitely Dead<br />
All Together Dead<br />
From Dead to Worse<br />
Gomorra, Roberto Saviano<br />
40 novelas de Pirandello<br />
Pudor, Santiago Roncagliolo<br />
Paradigmas vol 1, coletânea<br />
Biografia do D.Pedro II<br />
Alma e Sangue I &#8211; O Desperar do Vampiro, Nazarethe Fonseca<br />
Alma e Sangue II &#8211; O Império dos Vampiros, Nazarethe Fonseca<br />
O Peregrino, T. Moricz<br />
Lordes de Thargor &#8211; O Vale de Eldor, Rober Pinheiro<br />
Vapor Barato, José Valdemar de Oliveira<br />
Por um cinema sem limite, Rogério Sganzerla<br />
Revista Portal Neuromancer<br />
Revista Portal Stalker<br />
Estudos sobre a leveza, Fernando Torres<br />
Enquanto ele estava morto, Estevão Ribeiro<br />
O Outro, Bernhard Schlink<br />
Grave Peril, Jim Butcher<br />
Território V,  coletânea<br />
(sem título), Estevão Ribeiro</p>
<p>O Prédio, o Tédio e o Menino Cego &#8211; Santiago Nazarian</p>
<p>Farei meu destino, Miguel Carqueija</p>
<p>Perfume, a história de um assassino &#8211; Patrick Süskind</p>
<p>Wilde Stories, coletânea (edited by Steve Berman)</p>
<p>O Desejo de Lilith, Ademir Pascale</p>
<p>Kaori &#8211; perfume de vampira, Giulia Moon</p>
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