Eric Novello |

The piano keys are black and white, but they sound like a million colours in your mind – Katie Melua
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Magos: Hablas español?

Friday Nov 6, 2009

Foi num curso de tradução que ouvi pela primeira vez alguém explicar na prática o que eu sabia só de instinto: registros de voz em diálogos. Hein? Fácil fácil. Sabe quando você lê um livro e o personagem é tão bem trabalhado que você percebe que é ele falando em determinada frase? Provavelmente o autor criou de um modo discreto um registro de voz para que você possa identificá-lo, um jeitão só dele. O mesmo personagem, assim como nós, falará de maneiras diferentes quando estiver diante de um igual ou diante de um superior, por exemplo, ou numa situação de medo ou de euforia, mas com algo em comum em todas essas situações, algo que pertença a ele acima de qualquer coisa.

E por que isso, Eric? Você criou 150 registros de voz para cada personagem? Não, ainda não enlouqueci. Mas usei essa ferramenta para trabalhar um personagem muito especial do meu livro O Viajante das Sombras: o mago Bismark. Ele é especial porque é da Nicarágua e fala espanhol. O mago Bismark presta consultoria na América Latina, inclusive o Brasil, e eu queria tornar as falas dele bem reais. Para isso, criei alguns registros.

Há situações em que ele fala tudo em espanhol. Usei isso numa cena dentro de uma viatura em que ele fala com agentes subordinados a ele. É um daqueles momentos em que fazem piadinha com o que não se deve e ele descasca a galera, nenhuma palavra em português. Para o leitor não ter um choque, escolhi nas primeiras frases palavras que sejam iguais ou muito parecidas no português.

O outro registro foi do Bismark diante de uma criança, numa situação tensa, uma cena super pesada do livro. Ele se esforça para falar em português, garantir que a criança o entenda. Quando o nervosismo o leva a falar em espanhol, ele faz questão de repetir traduzindo, logo em seguida.

Mais um registro, para fechar os exemplos, é do Bismark largadão, super à vontade conversando com o Ícaro Pagani na mesa do bar. Eu trabalho com tradução e de vez em quando as palavras me faltam num idioma, só vem na cabeça em inglês, às vezes em italiano, uma confusão. Todo tradutor passa por isso, nada grave. Inspirado nisso, o Bismark dá seus tropeços no português, fala palavrões em espanhol. Ficou muito divertido de fazer.

Dá trabalho? Claro! Mas o resultado final vale o investimento.


Magos: Um nome?

Thursday Nov 5, 2009

E depois de meses pensando num nome para o livro, surgiu um forte candidato. Ainda não tenho certeza de nada, até porque tenho longos 3 meses de escrita pela frente (sim, o livro é grandote), mas uma rápida consulta popular aponta para O Viajante das Sombras.

Em primeiro lugar, vale lembrar que criei um universo passado na cidade. A história se divide entre Rio de Janeiro e São Paulo, trazendo os elementos da magia para um ambiente bem urbano. Pretendo explorar esse ambiente em outros livros, contos e histórias, então queria criar um nome que definisse isso. Por enquanto, continua valendo Magos Urbanos. Se surgir um candidato mais forte com a palavra Mago ou Magia eu aviso. O problema é passar para o leitor 1. que é um romance, ficção, não auto-ajuda e derivados, e 2. que apesar de ter magos, metamorfos e todo tipo de criatura sobrenatural, tudo se passa na cidade. Fiz uma pesquisa por Magia que foi um fiasco. Tem Magia de tudo! É uma palavra coringona que vai da Magia do Chocolate até sabe-se lá o quê.

Eu que sempre começo os livros pelo nome, dessa vez estou tendo trabalho. Mas, vamos fingir que o nome da série é Magos Urbanos e ninguém tasca. Certo? Hora então de pensar no nome do livro em si.

Apesar de adaptar os personagens de Alice no País das Maravilhas para a minha história, não queria fazer referência a eles no título. Então, fui mergulhar na trama que estava contando. Um elemento importante são as Sombras, assim com S maiúsculo, que cito logo no prefácio. Elas aparecem de vez em quando no nosso plano causando alguns problemas. Mas a Fantasia Urbana é filha direta de Raymond Chandler. O mistério está sempre no ar… e o noir tem muito disso, de personagens que não são nem 100% bons nem 100% maus. O vilão e o mocinho podem surpreender o leitor a qualquer momento, em suas tonalidades de cinza. E a palavra sombra me traz isso, uma referência noir, um passeio pelas sombras de cada um.

Para melhorar, o protagonista é um mago capaz de entrar no Entremundos, uma zona sombria intermediária entre o nosso plano e todos os outros, o que me permitiu fazer uma referência direta ao cara que descobre as sombras internas (de sua personalidade), que passeia por essa zona sombria e que precisa descobrir por que as Sombras estão vindo para o nosso mundo.

Assim sendo, a partir de hoje, considero o primeiro livro da série Magos Urbanos batizado: O Viajante das Sombras.

Amanhã tem mais sobre ele, mas pergunto desde já: Hablas español?


Magos: Processo criativo

Sunday Oct 25, 2009

Participei recentemente de uma entrevista na UNESP e me fizeram a boa e velha pergunta: e como se dá seu processo criativo? Achei divertido perceber que desde o Dante tudo rola da mesma maneira. Eu primeiro preciso ver a matemática das coisas, colocar as idéias no papel, depois organizá-las em blocos, para só então vir para o computador escrever, mesmo que não siga nada daquilo que criei e anotei com tanta disciplina. No Dante – O Guardião da Morte eu ainda não entendia direito que essa não era a divisão do livro e sim dos meus módulos etéreos de construção, por isso você encontra capítulos enormes. No livro novo, o ‘Magos Urbanos’, a dança está se dando de maneira sublime. Vocês vão gostar do resultado. Eu estou curtindo bastante.

Ah! Quem sentiu falta do making of do livro, em novembro ele volta com força total. Acabei de terminar a apresentação do meu Chapaleiro Louco. Deixou o Hannibal no chinelo.

Processo criativo



Magos: Alice no Mix

Wednesday Sep 2, 2009

Quando a gente olha para o resultado alheio sempre tem aquela de impressão de “uau, de onde saiu isso?” Quem faz, quem batalha, sabe que as coisas demoram. Que não existe esse “surgiu do nada”, a não ser que você vá para a cama com a pessoa certa. Antes de ver a luz, os trabalhos – sejam textos, músicas, roteiros ou projetos em geral – sobrevivem em uma zona cinzenta, nebulosa, uma espécie de limbo das idéias. Pelo menos os meus costumam habitar esse limbo particular por um tempo.

Tem projetos que foram feitos para sobreviver na gaveta, servir de matéria-prima aos que ainda virão. Mas como dizia, na criação não existe geração espontânea.

O livro que trabalho agora é uma celebração pessoal de tudo que já criei, conhecido ou não do público. Traz brincadeiras com nomes, com cenários e idéias que recirculam no meu limbo pessoal puxando meu pé quando passo por lá, me perguntando se um dia não verão a luz do dia.

Quem teve a oportunidade de comprar a coletânea Paradigmas vol1 conheceu no conto Fogo de Artifício o protagonista do romance em preparo.
Ícaro Pagani é uma referência ao Ícaro da série A Sombra no Sol, publicado aqui no blog. Sua parceira na polícia se chama Lívia, personagem importante do meu livro Histórias da Noite Carioca. Um dos grupos de magia, que batizei de Círculos, se refere a Anúbis, pois há uma ligação com o universo de Dante, o guardião da morte, meu primeiro livro publicado. Um cenário importante do conto é o Neon Azul, um bar onde Ícaro Pagani consegue sair do plano físico (depois de beber um drinque, coma-me, beba-me). Néon Azul é nome de um livro inédito meu. Um livro de contos com pegada policial, ligeiramente descolado da realidade, que se não achar casa em breve irá me representar em concursos literários.

Por fim, um detalhe que parece ter dado certo com os leitores foi a utilização dos personagens de Alice. Sim, sim, eles estão no romance também, com muito mais destaque. E era aí que queria chegar. Em meados de 2006, escrevi minha primeira versão de Alice no país das maravilhas. Alice vivia aqui, uma menina comum, e ao experimentar uma droga começa a ver seu mundo se transformar no País das Maravilhas. É um livro cheio de simbolismo que, ao contrário do Néon, deve ficar na cabeça dos leitores beta somente, porque não devo publicá-lo jamais. rs.

Por isso, por somar esse monte de pontas, por ser meu primeiro romance de Fantasia Urbana (gênero que, se tudo correr bem, vocês conhecerão em breve em um seriado para a Web em 12 episódios), tenho um carinho muito grande pelo livro batizado temporariamente de Magos Urbanos. Essa dedicação de tirar o sono também me tirou do twitter, do facebook, do msn, e pode tirar de mais um lugar ou outro.
Mas o resultado valerá a pena. Prometo. Eu que falo tanto de gêneros, digo aqui que é um livro que não os respeita. Tem elementos óbvios de fantasia contemporânea, tem cenas policialescas, tem detalhes de far future, pegada de terror, minhas tiradas típicas de humor, cenas de ação e outras de literatura mais depurada. Uma salada no capricho, fruto de tudo que li e escrevi ao longo dos anos.

Se será publicado? Por editora não sei dizer. Negociarei dentro do possível, usarei as cartas que tenho na mão. Confio no meu trabalho. Mas se não rolar, nada de gaveta, nada de ficar no limbo. Um e-book caprichado é o mínimo que o Magos Urbanos receberá. A ansiedade é grande, mas ainda tenho 6 meses de trabalho pela frente. Então, no momento, só tenho a agradever. Obrigado aos amigos pela ansiedade conjunta, obrigado aos inimigos pela curiosidade mórbida. Quem viver verá.

No post de amanhã sexta publico uma das poesias maluquinhas que faziam parte da minha primeira versão de Alice, batizada de Alice: Uma Viagem Lisérgica. Direto do baú.


Magos: Um trecho do capítulo 14

Saturday Aug 29, 2009

“Os cadáveres jaziam sobre as mesas metálicas formando um L: metamorfo e mago deitados em direções opostas, de modo que seus pés se encontrassem na quina. Estavam nus como é próprio dos engavetados, a pele entregue a uma palidez iridescente embaixo das lâmpadas do necrotério. O mago era um homem por volta dos sessenta anos, cabelos brancos compridos e ralos tão estranhos em vida quanto em morte. Seu corpo ia além da magreza, era frágil, pele e ossos ressaltando-se mutuamente, as costelas formando uma imensa gaiola oca. De sua branquidão destacavam-se manchas roxas nas pernas e braços, veias estouradas, o sangue cadavérico já coagulado na lateral do pescoço, em sua virilha enrugada. As manchas repetiam-se sem padrão também no corpo do metamorfo, esse esguio, de músculos definidos, uma consistência que persistia após o cessar dos batimentos”.


Em 2010 os magos chegam à cidade.


Magos: Ser ou não ser? Opção B.

Thursday Aug 27, 2009

Faz um tempinho eu estava comentando que quando você escreve um livro de fantasia urbana, a primeira grande decisão é: o cidadão comum saberá da existência da magia ou ela será revelada apenas aos iniciados?A opção A já comentei aqui. Ela é utilizada por um grande nome da Fantasia Urbana, o Jim Butcher, ou da Fantasia Noir, já que ele bebeu da fonte do personagem mago-detetive para criar suas histórias. A opção B é: magia não é um segredo, ela faz parte da sociedade e todo mundo sabe dela. Foi isso que escolhi para o meu livro que, por enquanto, se chama Magos Urbanos.

No meu universo, todos sabem que a magia existe, ela está enraizada na sociedade desde que o mundo é mundo, mas ainda não é cem por cento aceita. É uma manobra simples, mas de consequencias interessantes. Imagine o nosso mundo real. Foi? Agora tire a religião e coloque a magia no lugar. Existem todas as diferenças, preconceitos, jogos de poder, mas é a magia que comanda. Nem todos são magos, do mesmo modo que nem todos são médicos. Você pode ver um mago andando na rua, na Avenida Paulista, na Avenida Brasil. Perco nisso o sabor do “escondido”, de ter que resolver um problema sem a população e a polícia verem o que está acontecendo. Por outro lado, ganho a reação das pessoas diante do diferente, ganho cenários abertos para quebrar o cotidiano e a rotina dando novos sabores.

Escolhi essa questão para começar o debate porque tem bastante gente acordando para a fantasia urbana (e, espero eu, muitos livros apareçam por aí), e acredito que a resposta funcione como espinha dorsal. No próximo post comento o que criei a partir disso. A união de agências e instituições reais com o twist da magia.

Só para não deixar no preto no branco, um exemplo que fica no meio termo:

Se você vê True Blood ou leu os livros da Charlaine Harris já traduzidos, sabe que ela brinca um pouco com as consequências da revelação. Os vampiros se revelaram para a humanidade, e agora? Não sei como farão no seriado, mas na série literária, do terceiro livro em diante, os Metamorfos e as Bruxas ganham bastante espaço, deixando os vampiros mais apagados, e passam por essa decisão também. Vamos nos revelar como os vampiros fizeram? Pensa só. Os metamorfos testemunham ali, todos os dias, o preconceito que os vampiros sofrem. Quando os vampiros não estão presentes e os humanos falam mal, os metamorfos estão lá no meio escutando. É uma outra etapa de revelação. Se mostrar para a humanidade sabendo o que virá pela frente.

Pegar esse recorte, o momento da revelação, poderia ser considerado uma opção C.  Só acho válida se você for brincar com as sutilezas dessa transformação de valores. Se não, A ou B já são um bom começo. Mais do que seguro, um terreno fértil, eu garanto.


Magos: Ser ou não ser? Opção A.

Thursday Jul 23, 2009

Quando você escreve um livro de fantasia urbana, a primeira grande decisão é: o cidadão comum saberá da existência da magia ou ela será revelada apenas aos iniciados? As duas opções têm vantagens práticas, o importante é ver o que cabe melhor na sua história.

Se as pessoas comuns não sabem que a magia existe, você ganha logo de cara um componente de mistério e humor. Aqueles acontecimentos mais absurdos rolando e os envolvidos tendo que inventar mil desculpas para ninguém perceber nada. É uma paranóia quase OVNI que um bom escritor conseguirá aproveitar. Em um livro do Jim Butcher, um mago e uma espécie de paladino entram em um hospital para matar um fantasma que estava se alimentando de bebês. Para os enfermeiros, os bebês só pareciam adormecidos, num dia mais calmo. Mas os dois ‘heróis’ conseguiam ver o fantasma puxando a energia vital de suas vítimas. Agora, imagine um cara de sobretudo de couro e cajado e outro com uma capa branca e espada entrando em um hospital comum. Só nesse choque você já ganha uma piada. Qual a outra vantagem direta? A polícia. Você não deixa dois palhaços fantasiados entrarem num hospital sem fazer nada. Quando a polícia chegar não verá fantasma. E aí, como fica? Os dois na cadeia tentando se safar, com aquele velho dilema de ‘ajudo os outros e ainda me ferro’. Ter que fazer seus truques sem que os outros percebam é o grande charme.

No próximo post comento do outro caso, que foi o que escolhi.


Magos: Fantasia Urbana

Tuesday Jul 21, 2009

Depois de terminar a exaustiva jornada de copidescar minha querida Nazarethe Fonseca, estou retomando minha rotina produtiva aos poucos. A saúde ainda está meia boca, mas segue melhorando. Me lembro dos meus pais falarem que sentiram aos 50 o que os pais deles sentiram aos 70. Cá estou aos 30 sentindo o que eles sentiram aos 50. Sorte que não terei filhos, hum?

Bem, se você já parou por aqui graças ao Alma e Sangue, deve estar se perguntando se meu livro novo é sobre vampiros, e a resposta é… não. Meu livro que ainda não tem nome, e por isso chamo de Magos Urbanos, fala, adivinhem só, sobre magos. Tenho pensado muito no público que cresceu lendo Harry Potter e estaria agora com seus 17-20 anos.

Mas vai ter escola de magia? Uhum! Aí que está a diferença. Imagine Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e tudo mais muito parecidos com as cidades que você já conhece. Agora imagine como elas seriam se a magia existisse desde sempre. Já pensou pegar o metrô e sentar do lado de um mago, por exemplo? Ou andar na avenida paulista e ver alguém passeando com um lobo guará! É essa a idéia. A magia nas grandes cidades, no meio da nossa rotina.

Pensa comigo: você se sentiria seguro tendo um amigo mago? Como você reagiria se, de repente, depois de anos de amizade, seu melhor amigo dissesse para você que consegue entrar em contato com demônios? E se o mago fosse você? Será que seus pais te colocariam para fora de casa ou falariam todos os dias para você esquecer a magia e colocar a vida nos eixos? Para bom entendedor pingo é letra, né não?

Tenho lido e estudado muitos livros ainda não publicados no Brasil de um gênero chamado Fantasia Urbana, que é exatamente isso. Ao invés de criar mundos mágicos como faz a Fantasia Clássica, pensa como seria o nosso mundo com elementos como magos, seres feéricos, demônios, espíritos e tudo mais. Todos ali, na virada da esquina.

Por esse parentesco intencional, além de falar dos bastidores do meu livro, vou usar esse espaço para falar também de fantasia urbana em geral. Fiquem ligados.


Magos: Trilha sonora

Sunday Feb 15, 2009

A boa notícia é que estou escrevendo para valer. O tempo é reduzido, então a produção diária é menor, mas escrevi ontem mais do que em três meses e, fundamental, gostei do que escrevi. Aliás, apaguei as páginas dos tais três meses e comecei do zero. O personagem principal começaria no Rio de Janeiro, em uma cena de ação, e depois viria para São Paulo. Nisso, aproveitaria alguns cenários da Lapa, o Bar da Ladeira. Sim, um mago em um barzinho de samba. Mais não digo porque as idéias voam em tempos internéticos.

Esse climão de brasileirice musical estava me atrapalhando. É um livro de fantasia urbana. A cidade é fundamental, as ruas, os prédios, os becos, tudo isso precisa ser vivo e claustrofóbico. Todas as minhas referências do gênero (Jim Butcher, Lilith Saintcrow, Serguei Lukianenko, Rob Thurman, Caitilín Kiernan, Mark del Franco) usam cenários noturnos. Existem cenas de dia, mas a impressão é sempre de uma noite mais densa, de que os monstros só saem do armário depois de anoitecer. E como transportar isso para um país tropical? Para uma cidade solar como o Rio e uma cidade 24 horas como São Paulo. Foi o que matutei durante todo esse tempo e as peças agora se encaixaram. Você consegue imaginar um mago entrando com uma onça no metrô, sentadinha ao seu lado como um cão guia? Agora eu consigo.

Sobre a música, adoro samba (não samba-enredo que de carnaval eu passo longe), curto mesmo, mas não era a trilha sonora certa para o maguinho. Montar a identidade musical de um personagem é fundamental para mim, pois começo o processo de criação por eles. Conclusão,  agora o livro começa com uma passada pelo fim da Segunda Guerra Mundial, depois encontramos o protagonista já a caminho de São Paulo. Ele se lembra rapidamente do episódio ocorrido no Rio, mas o importante é a convocação recebida para a viagem.

 

A nova trilha sonora? Patti Smith e The Doors. Love me two times. One for tomorrow. One just for today.
Muito rock’n'roll.


Magos: Livro novo

Saturday Feb 14, 2009

É capaz que a idéia não dê certo. Escrever sobre um livro que estou escrevendo. Parece meio louco. Mas vou tentar. Fica combinado assim, esse espaço do blog é para falar do texto que por enquanto se chama Magos Urbanos, meu próximo romance voltado para a Fantasia Urbana. Não é o título definitivo, mas abandonei a neura de encontrar títulos antes de começar os escritos.


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