Category: Pessoal


Neon Azul, Resenhas I

Saíram as primeiras resenhas do Neon Azul.

“Mergulhamos nas páginas e nos deixamos levar pela prosa atraente do autor, costurando os acontecimentos que nem sempre oferecem uma resposta lógica, como os que envolvem Jéssica, deixando-nos em dúvida do que é realidade e do que é sonho. Interligando o destino de suas personagens, Eric Novello não tem misericórdia quando alguns encontram a morte inesperada na lâmina de uma faca de caça, ou nas balas de um revolver. Temos a certeza de que as consequências sempre são caóticas aos que se deixaram envolver pela luz azulada do neon da entrada” – Leia na íntegra na Toca do Jota.

“Tem Dita, Gabriela, Ricardo e mais muitos personagens. Você não fica sabendo a historinha completa de nenhum deles. É uma fatia de um bolo. É horizontal, não vertical. Sincrônico, em vez de diacrônico. É um pedaço de vidas que giram em torno da tal da boate. Incluindo o cachorro de rua. E o lixo. Tem mais no livro: tem um cara que atravessa o espelho até ver o assassino que ele mantém preso do outro lado. E tem bonequinho de infância, um sobrevivente de todas as maldades de que todas as infâncias estão cheias, cuja boca de linha parece capaz de engolir uma pessoa inteira. E mais lacanagens acessíveis a qualquer descrição realista de jornalista idem” – Leia na íntegra no Aguarrás.

Fantasticon 2010

Obrigado a todos que apareceram para a mesa-redonda de Fantasia no Fantasticon. Tinha prometido “diversão garantida ou seu dinheiro de volta” e, por enquanto, ninguém me pediu devolução. O fato de a palestra ser de graça pode ter contribuído para isso, mas, de qualquer forma, fica o gostinho de que ainda é possível se divertir e falar de literatura ao mesmo tempo. A ideia da mesa era mostrar que fantasia brasileira não tem selo do InMetro nem avaliação da Anvisa. Ela é o que nós, autores de literatura fantástica, produzirmos, tenha mitos brasileiros ou não. Somos produto do meio e é daí que vem a brasilidade. Me parece que com quatro autores bem diferentes reunidos e mais um tanto deles no auditório ficou bem claro que nossa literatura é mais do que plural, independente do gênero em debate.

Eu e Marafo deixamos um duplo obrigado para quem comprou o Neon Azul lá no evento ou na pré-venda. Algumas pessoas já estão comentando comigo, o retorno tem sido bem bacana. Acho que livro existe é para isso, para ser lido, mastigado e regurgitado de formas diferentes. Não sou do tipo que despreza o público, não curto masturbação intelectual nem escrevo para agradar meus heróis literários mortos há mil anos. Quero saber a opinião de vocês, não importa se boa ou ruim, não deixem de me escrever.

Os corajosos que escreverem de 10 linhas a uma página de word, lauda padrão, e me mandarem a resenha por e-mail ganham um Histórias da Noite Carioca de graça pelo correio.

O Histórias é um livro de humor, então, se você gostou da mesa-redonda, já sabe o que encontrará por lá.

Se você perdeu o lançamento no Fantasticon e quiser seu livro autografado, dia 4 rola evento steampunk no Shopping Bourbon. Participo da mesa para falar do meu conto O dia da besta, presente na coletânea VaporPunk também da editora Draco,  junto com o autor José Roberto Vieira e com Cândido e Karl, dois membros do Conselho Steampunk de São Paulo. Tenho certeza de que aprenderei muito durante o evento. Se você curte o gênero Steampunk ou está curioso para saber o que é, passe por lá.


Decidi aproveitar o lançamento do Neon Azul e o fato de o termo “Fantasia Urbana” já estar soando mais redondo na boca da galera para recuperar esse post antigo, escrito na época em que comecei a rascunhar o livro Magos Urbanos (um ano mais ou menos) e mandei o arquivo-teste para meus beta-readers. A fantasia urbana abriga hoje muita gente, mais do que minhas prateleiras seriam capazes de comportar, mas já tenho uma bagagem legal para conversar sobre alguns pontos em comum.

Então, centrando nas opções: quando você escreve um livro de fantasia urbana, a primeira grande decisão é: o cidadão comum saberá da existência da magia ou ela será revelada apenas aos iniciados? Em outras palavras: a população sabe da existência de magos, vampiros, bruxas, metamorfos, demônios, ponha sua criatura fantástica aqui? As duas opções têm vantagens práticas, o importante é ver o que cabe melhor na sua história.

Se as pessoas comuns não sabem que a magia existe, você ganha logo de cara um componente de mistério e humor. Aqueles acontecimentos mais absurdos rolando e os envolvidos tendo que inventar mil desculpas para ninguém perceber nada. Se o seu protagonista é uma criatura sobrenatural, ele terá que camuflar suas ações de alguma forma, para não despertar a suspeita da polícia ou governo, ou de vizinhos e amigos, dependendo da dimensão que você quiser dar à história.

É uma paranóia quase OVNI que um bom escritor conseguirá aproveitar. Em um livro do Jim Butcher, um mago e uma espécie de paladino entram em um hospital para matar um fantasma que estava se alimentando de bebês. Para os enfermeiros, os bebês só pareciam adormecidos, num dia mais calmo. Mas os dois ‘heróis’ conseguiam ver o fantasma puxando a energia vital de suas vítimas. Agora, imagine um cara de sobretudo de couro e cajado e outro com uma capa branca e espada entrando em um hospital comum. Só nesse choque você já ganha uma piada. A outra vantagem direta é mesmo a polícia. Você não deixa dois palhaços fantasiados entrarem num hospital sem fazer nada. Quando a polícia chegar não verá fantasma. E aí, como fica? Os dois na cadeia tentando se safar, com aquele velho dilema de ‘ajudo os outros e ainda me ferro’. Ter que fazer seus truques sem que os outros percebam é o grande charme.

Interessante? Sim, mas não foi a opção que eu escolhi! rs No próximo post comento a opção B.

Vale sempre lembrar que Fantasia Urbana é um rótulo de mercado, um gênero com carimbo para orientar os leitores. Em algum momento, os editores começaram a juntar vários autores embaixo desse amplo guarda-chuva que abriga pessoas muito diferentes. É importante conhecer quem está fazendo o quê lá fora sem se deixar limitar por definições de gênero. Tenha um norte, mas deixe a imaginação definir seu caminho.

True Blood e a Quimera

Assim que terminei o Histórias da Noite Carioca, comecei a rascunhar um livro que usava elementos de fantasia na cidade. Como estava muito fácil escrever o texto, considerei que deveria haver algo de errado e engavetei o projeto. Tenho para mim que sem um desafio um livro não faz sentido, por isso suspeitei.

Na primeira cena, um cara com reflexos felinos seguia um espírito pelas ruas, rumo ao cemitério. No meio do caminho, havia uma perseguição policial. A Nova Polícia tinha equipamentos high-tech, motos que quase levitavam, e estourava o carro dos assaltantes no bairro de Botafogo no Rio de Janeiro. Meu protagonista desviava daqui e dali, trocava uma ideia com os policiais e saltava o muro do cemitério, onde era acompanhado por uma legião de espíritos até um mago que controlava os ditos. Daí se seguia uma longa investigação, com magos sendo assassinados e meu detetive felino colhendo pistas, aproveitando sua capacidade de ver o mundo dos mortos para falar com testemunhas que ninguém mais enxergava. Essa história que sobreviveu 25 páginas foi batizada de Quimera, com um subtítulo brega que não conto nem sob tortura.

Criei a Quimera por um motivo simples: eu adorava os elementos de fantasia, mas não curtia cenários fantásticos como os criados por Tolkien e inspirados nele. Queria que a ação acontecesse aqui, com dilemas de uma grande metrópole. Eu andava de ônibus de casa para o colégio e via o exército nas ruas, na boca das favelas, vi um tanque estacionado em uma pracinha do metrô, a violência avisando pela primeira vez que sairia do controle no Rio de Janeiro. Viver aquilo day by day me deu a certeza de que eu tinha na cidade o cenário perfeito para uma aventura de literatura especulativa. Ao menos válido para o fã de literatura policial que sempre fui.

Eu só tinha um problema: não sabia o que fazer com aquilo, então lá fui eu encarar outros projetos, incluindo uma versão de Alice no País das Maravilhas, lida por poucos, e o Neon Azul, que será lançado agora no fim de agosto, a pedra fundamental.

Anos se passaram, me mudei para São Paulo, vizinho de uma Livraria Cultura repleta de livros estrangeiros em seus idiomas originais. Resolvi tomar vergonha na cara e me atualizar com o que estava rolando lá fora. Numa primeira olhada encontrei o White Knight do Jim Butcher e Dead Until Dark da Charlaine Harris. Jim Butcher foi um vício imediato. Charlaine Harris só fui ler quando descobri que o seriado já estava sendo filmado. Nas primeiras cem páginas, detestei. Tinha certeza de que estava perdendo meu tempo, mas, como nunca fui de largar livro pela metade, insisti. Resultado? Li os 8 livros já lançados seguidos em um mês. Vício total. Logo em seguida, True Blood virou um fenômeno televisivo, fugindo do bom-mocismo e encarando sexo, preconceitos e violência com maestria. Se o roteiro de vez em quando engole as tramas do livro e as digere de forma simplista, direção, fotografia e atuações dão sempre um show.

O fato é que Butcher e Harris me apresentaram um gênero que eu não conhecia, ou achava não conhecer: a fantasia urbana, guarda-chuva que hoje abriga dezenas de autores de estilos diversos. Descrobrir essa galera usando a cidade como palco de tramas fantásticas me fez lembrar do quanto eu gostava da Quimera. Fui lá e recuperei o arquivo. Relendo, tive certeza de que o texto era fraco. Eu precisava de mais, o leitor merecia mais, então parti para um novo esboço, uma nova criação mais densa, mais complexa, que englobasse essas páginas, englobasse minha versão de Alice e um monte de ideias novas que fervilhavam em minha mente.

Retomei o projeto de unir ambientes realistas com tramas fantásticas e tenho 30 páginas de um livro e 70 de outro, ambos em andamento. O papel de True Blood nisso tudo, e de muitos autores que conheci desde que encontrei o mago branco, foi me mostrar que era possível trabalhar temas adultos com maestria em um ambiente especulativo, sem que para isso eu precisasse perder a conexão com o público mais jovem. Sem essa sopa de referências que venho lendo e relendo, não teria achado o tom certo para os livros da série Magos Urbanos, que começa ano que vem, com os dois projetos engatilhados.

Enquanto eles não chegam, Neon Azul serve como uma porta para esse universo onde o fantástico convive lado a lado com a realidade. Ele é a pedra fundamental, meu primeiro ponto de união desses dois ambientes a alcançar o efeito desejado.

A partir de agora, vou falar mais um pouco sobre o meu universo chamado Quimera por aqui, e consequentemente sobre Fantasia Urbana.  Todos os posts terão a tag “quimera”, para facilitar a vida de quem quiser acompanhar. No próximo, você fica sabendo o que o Neon Azul tem a ver com essa história afinal.

Bienal, impressões

Segue a correria em terras glacias. Passei pela Bienal no sábado para acompanhar a Nazarethe. Muito bom ver o estande da Giz Editora lotado, com as vampiras conversando com uma legião de fãs. A parte ruim foi constatar que a grande sensação do dia foi o lançamento do Padre Marcelo Rossi. Sinceramente não entendo quem se dá ao trabalho de se enfiar no meio de uma multidão para conseguir uma foto do cara. Nem dele, nem de ninguém. Pior que isso só ver desfile de político, como se incentivassem muito a cultura no país. Sabe aquela foto que sai com um monte de cabeça e sem foco. Pois é. Não faz sentido. Ainda mais na bienal. Será que ele deixa tirar fotos nas missas-show? Lá seria um bom lugar para essa galera procurá-lo. Ou celebridade é celebridade e isso que importa?

Outro ponto alto foi o lançamento do Raphael Draccon no estande da Leya. Lotado. O cara estava de olhos brilhando, visivelmente feliz colhendo o resultado do trabalho dele. A equipe da Leya no estande também pareceu bem contente, se bobear surpresos com a quantidade de gente que apareceu por lá. Aproveitei para comprar os três livros da série Dragões de Éter. Só não peguei autógrafo porque a fila era longa, então roubei um abraço e me mandei. Espero fazer em breve um post sobre ele para meu site em inglês.

Foi bacana ver também a atuação dos blogs literários, as verdadeiras estrelas dessa Bienal. Quem ainda acha que mídia social é modinha, devia acordar de vez. Para quem não sabe, tem uma galera jovem se reunindo e montando blos dedicados à literatura. Verdade que tem gente que monta blog literário só para ganhar livro de graça e inventar resenha (isso queima o filme bonito, hein pessoal? Vamos pensar direitinho antes de fazer), mas também tem gente séria se destacando com um trabalho de qualidade, como é o caso do Sobre Livros. Esbarrei com o pessoal no lançamento do Raphael, por isso cito eles aqui, mas existe mais gente bacana ajudando em divulgação, escrevendo resenhas (bora desenvolver mais esse texto, hum?), fazendo entrevistas… e lendo, que é o principal. É algo a se comemorar.

Nazarethe Fonseca em terras glaciais

Nazarethe Fonseca já está aqui em casa passando frio junto comigo. Se a previsão se confirmar, pegará seu primeiro inverno de 7 graus. Para aquecer essa vampira congelada, muitas atividades literárias. Ela passa amanhã pela Bienal de São Paulo no estande da Giz Editorial junto com Giulia Moon e Martha Argel e participa do Fantasticon no final do mês.

Enquanto a Naza pipoca para lá e para cá, sigo eu trabalhando na divulgação do Neon Azul.  Se além de replicar o release e a capa em seu blog literário, você quiser também um trecho do Neon Azul, é só me pedir um inédito ou pegar os já publicados na página do livro. Estou preparando também um sorteio relacionado ao Neon, ainda não sei como vai ser, mas o brinde é bem peculiar… quem acompanhou os papos no twitter já sabe o que é. Quem não acompanhou, fica no suspense.

Para quem perguntou, com razão, onde acontece o Fantasticon, copio aqui o endereço. Se você é fã de literatura, não deixe de ir pelo menos em um dos dias para conhecer o pessoal que faz acontecer no mundo da literatura de fantasia, ficção-científica e de terror.

ENDEREÇO DO FANTASTICON 2010

BIBLIOTECA PÚBLICA VIRIATO CORRÊA

Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana – 04021-050 São Paulo – SP

Tel.: 11 5573-4017      e 11 5574-0389 ENTRADA FRANCA

1) Não é necessário se inscrever antecipadamente. As senhas, para todas as atividades, serão distribuídas com 1h de antecedência,
obedecendo à capacidade de lotação: 101 lugares na Sala Luiz Sérgio Person e 40 lugares no Espaço Temático de Literatura Fantástica.

2) As Oficinas serão ministradas no Espaço Temático.

As vagas são limitadas.

3) A exposição estará no andar térreo da Biblioteca durante todo o evento.

COMO CHEGAR DE METRÔ NA BIBLIOTECA VIRIATO CORREA:

é só tomar o Metrô (Linha Azul) no sentido Jabaquara, e descer na estação Vila Mariana, na saída ao lado do colégio Madre Cabrini. Seguindo-se a rua Madre Cabrini por dois quarteirões, chega-se à Av. Sena Madureira, bem no quarteirão da Biblioteca.

O Fantasticom 2010 ganhou mais um dia de duração. Quem vem para a palestra de abertura é Moacyr Scliar, falando do “Fantástico na literatura brasileira”, para já começar em grande estilo.

No sábado, acontece a mais do que tradicional mesa de editores “O mercado editorial de literatura fantástica no Brasil”, com a presença de Devir, Aleph, Draco, Giz, DCL e Tarja. Em seguida, uma mesa que tem tudo para ecoar no restante do ano: O fantástico e a literatura mainstream. Nomes como Felipe Pena, Nelson de Oliveira, Jeanette Rozsa, Ademir Assunção e Luiz Roberto Guedes discutem o tema que é o hotspot do momento.

Sem intervalos comerciais, acontece a comemoração do Projeto Portal, de Nelson de Oliveira, que tem ajudado a apresentar nomes da literatura especulativa à literatura do cotidiano e vice-versa. Paralelamente, como não poderia deixar de ser, os vampiros assumem o palco com “Vozes Femininas na Literatura de Vampiro”, com a presença das autoras que fazem acontecer na literatura vampiresca e, obviamente, muitos fãs. Fechando o dia, Bráulio Tavares dá a palestra “O fantástico em Guimarães Rosa”, e Bráulio é sempre imperdível. Parece muito? Mas ainda tem o domingo! E é lá que eu estou.

De manhã tem palestra com Gerson Lodi-Ribeiro sobre História Alternativa. O Gerson é simplesmente genial, um dos autores e editores da coletânea Vaporpunk. Em seguida, o Fantasticon entra na discussão de plataformas multimídia e junta Eduardo Sphor – autor de A Batalha do Apocalipse, best-seller antes de ter editora graças ao nerdcast e atualmente na lista dos mais vendidos da Época; Christopher Kastensmidt – diretor de criação da Ubisoft; Luiz Ehlers – editor da revista Fantástica; Tiago Castro – idealizador do Universo Insônia.

15h30 – Bate-papo: “PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O GÊNERO FANTASIA NO BRASIL” – É desse que eu participo.

“Será possível para o autor brasileiro escrever contos ou romances do gênero Fantasia, no qual se misturam elementos fantásticos como elfos, anões, magos, criaturas mitológicas etc. com ambientações histórias e contemporâneas? Como trabalhar nossos mitos nacionais (curupira, saci etc.) para criar uma fantasia com genética brasileira?”

Me juntarei a Douglas MCT – roteirista de quadrinhos e contista, lança seu primeiro romance, Necrópolis, ainda esse ano;  Walter Tierno – ilustrador, jornalista e publicitário, está lançando Cira e o Velho; e Raphael Draccon – roteirista premiado, publica por uma das maiores potências literárias mundiais, a LeYa, ele é o autor da trilogia Dragões de Éter.

Fechando com chave de ouro, o professor Flávio Garcia apresenta a palestra “O realismo mágico de Murilo Rubião”, que chegou enfim ao Fantasticon, ocupando um espaço mais do que merecido.

 

Para conferir a programação completa, dias e horários, visite o site oficial do Fantasticon.

 

Autolove

Ai ai, esses projetos que andam e desandam na mesma intensidade e me deixam com os cabelos cada dia mais brancos. Cada segunda-feira uma mudança de maré para o meu veleiro. Ainda bem que não desconto a ansiedade em cima de comida, senão estaria inflado, amarrado pelo pé em uma das torres da Avenida Paulista. Acho que para espairecer, tinha entrado em um clima Alzheimer, me lembrando de várias coisas do passado. Momentos engraçados, cenários bucólicos, beira de praia, risada entre amigos. Aí apareceram alguns fantasmas em carne e osso e eu despertei do transe, back to reality, que quem gosta de passado é múmia deflorada.

Agosto será Hell on Earth para mim, tudo acontecendo ao mesmo tempo. Especificamente na literatura, será um mês agitado. Teremos Bienal de SP, Invisibilidades no Itaú Cultural e o Fantasticon. A querida Nazarethe Fonseca estará aqui em casa, com uma correntinha no tornozelo presa ao pé da cama, sendo liberada para encontros esporádicos com os fãs. Para quem tem perguntado, só irei à Bienal dar um abraço nos amigos. O lançamento do Neon Azul acontece mesmo é no Fantasticon.

Hoje a programação foi liberada e o Silvio Alexandre, organizador, confirmou minha participação em uma mesa sobre fantasia, no domingo. Falo dela amanhã em um post mais organizado. Fora essa brincadeira, comecei um novo site que anuncio aqui em breve. Estou preparando um pacotão de conteúdo steampunk para ele, em homenagem ao mais novo membro da família, a coletânea Vaporpunk. A capa foi liberada no Cidade Phantástica com o devido buzz, porque ela merece mesmo.

Vaporpunk

Só para lembrar, no mesmo fim de semana do lançamento do Neon Azul, sai também a coletânea Vaporpunk, da editora Draco, um livro de steampunk centrado no caráter de história alternativa desse subgênero. Eu participo com o conto O dia da besta, que se passa na época de D. Pedro II e mostra uma dupla de investigadores no melhor estilo Sherlock. Princesa Isabel kicking asses, aviões, cavalos movidos a vapor, armas giratórias e um metamorfo bem diferente são alguns dos ingredientes do conto. Estarei na companhia de gente de peso como os brasileiros Carlos Orsi Martinho, Octavio Aragão, Gerson Lodi-Ribeiro e Flávio Medeiros (aka Garfield), e os portugueses João Ventura, Jorge Candeias e Yves Robert. A capa será divulgada em breve.

Espero em setembro poder contar mais duas novidades literárias para vocês.

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