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	<title>Eric Novello &#187; Literatura e HQ</title>
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	<description>Escritor, tradutor e roteirista.</description>
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		<title>Na gráfica!</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 16:44:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoal]]></category>
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		<description><![CDATA[Ô frase boa. Faz tempo que eu não falava isso: meu livro novo foi para a gráfica. Aê! Como o prazo era hoje de manhã, fiquei ontem até meia-noite mexendo nele com o editor, criando umas brincadeiras novas. Podem me chamar de compulsivo ou de maluco mesmo, mas é que o Neon Azul exigia uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ô frase boa. Faz tempo que eu não falava isso: meu livro novo foi para a gráfica. Aê! Como o prazo era hoje de manhã, fiquei ontem até meia-noite mexendo nele com o editor, criando umas brincadeiras novas. Podem me chamar de compulsivo ou de maluco mesmo, mas é que o <a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/livros/neon-azul/" target="_blank">Neon Azul </a>exigia uma atenção extra por não ser uma narrativa linear e de vez em quando colocar a dimensão tempo em segundo plano, privilegiando os personagens, que sempre serão o centro do meu processo criativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os leitores mais doidos do que eu podem até ler os capítulos em uma ordem aleatória, mudando o momento das revelações do livro. Acho isso bem bacana. Eu escolhi a ordem que será impressa com o objetivo de conduzir o leitor por um passeio dentro do Neon Azul. Como assim? Eu explico.</p>
<p style="text-align: justify;">Você começa conhecendo o ponto de vista de um personagem que está sempre na porta. Depois, entra no Neon e conhece o primeiro andar, sobe para o mezanino e vai investigando cada canto, cada história e detalhe sombrio, até que você deixa o Neon Azul junto com dois dos personagens que eu mais gosto e vai para a casa de um deles, para o quarto mais especificamente ;) e volta para o conforto da sua consciência. Um belo programa turístico na minha mente conturbada. Mas, nada impede que o leitor sacuda tudo e decida ler de trás pra frente, por que não?</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu disse, o mais importante ali são os personagens, os dramas de cada um, o que eles precisam enfrentar para conseguir o que eles querem. Alguns precisarão literalmente tacar fogo no passado, outros matar a família (e ir ao cinema?), um deles terá que assinar um papel, aquele mesmo que você está pensando. Torço para que o leitor curta o meu parque de diversões e que goste mais ainda das companhias. Depois da leitura, teremos muito o que debater.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre lembrando, não tenho nenhuma ilusão de perfeição. Aliás, acho que um livro perfeito seria um livro chato, e o que eu gosto mesmo é de me arriscar, de expandir meus horizontes e os do leitor. Tenho certeza que muitos leitores verão coisas no livro que eu não vi, dividirão interpretações que serão melhores do que as minhas, porque é para isso que um livro existe, para ser uma viagem particular, sem regras, sem limites. É um mundo dentro do reflexo do espelho de outro espelho de outro espelho. É um mundo também dentro de um sonho, de uma viagem louca de LSD, ou uma realidade árida, causticante, cheia de lunáticos religiosos e figurões do crime. O Neon Azul tem isso tudo dentro dele. Ou não. Depende do dia, depende da dose. Vocês, eu, a gente descobre dia 28 de agosto lá no Fantasticon.</p>
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		<title>Cyber Brasiliana, de Richard Diegues</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 01:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[ficção-científica]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 22 de julho rola o lançamento de Cyber Brasiliana, primeiro romance de ficção-científica do Richard Diegues, um livro pós-cyber. Nele o leitor se depara com uma Realidade Alternativa, que se desenvolve em um universo Pós-cyber, no qual os países do eixo-norte do globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes potências surgidas no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/cybercapa.jpg" class="thickbox no_icon" title="Cyber Brasiliana, capa"><img class="alignleft size-medium wp-image-12438" title="Cyber Brasiliana, capa" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/cybercapa-227x300.jpg" alt="" width="227" height="300" /></a>Dia 22 de julho rola o lançamento de Cyber Brasiliana, primeiro romance de ficção-científica do Richard Diegues, um livro pós-cyber. Nele o leitor se depara com uma Realidade Alternativa, que se  desenvolve em um universo Pós-cyber, no qual os países do eixo-norte do  globo se encontram em decadência, confrontados pelas três grandes  potências surgidas no eixo-sul: a União da República Brasiliana, a  Africanísia e a Euronova. A qualidade de vida abaixo da linha do equador  assume ares de utopia, enquanto no outro hemisfério as corporações  lutam pelo controle dos espólios dos antigos países. Nesse cenário, em  que uma parte da economia mundial está visivelmente instável, o  equilíbrio é mantido por meio da força, de uma consistente e bem  defendida base econômica, e da tecnologia que avançou a passos largos  até se tornar fundamental à vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O lançamento será 19 horas na Saraiva do Pátio Paulista, que já virou point de quem curte literatura fantástica. Para marcar a data, pedi ao Richard que desse umas hot tips sobre o romance, e cá está esse dossiê secreto:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;No Cyber Brasiliana, eu tentei criar diversas inovações em cima da temática recorrente do Cyberpunk. Uma das coisas que mais chamou a atenção dos profissionais envolvidos na finalização do livro foi o fato de que inicio o primeiro capítulo apresentando um Brasil utópico – mais especificamente uma São Paulo –, com níveis de poluição praticamente zerados, sem a visão caótica de trânsito e do habitual “formigueiro humano”. Isso se explica pelo próprio cenário de Realidade Alternativa, onde os países do eixo-norte do globo entraram em uma decadência acentuada, permitindo o surgimento de três grandes potências abaixo do equador: a União da República Brasiliana, a Africanísia e a Euronova (unificações dos países em cada um dos três respectivos continentes hoje existentes). Com isso temos um cenário de três conglomerados hiper-desenvolvidos, com tecnologia e capital suficiente para provocar grandes mudanças&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Marge.jpg" class="thickbox no_icon" title="Marge"><img class="alignleft size-medium wp-image-12439" title="Marge" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/Marge-156x300.jpg" alt="" width="156" height="300" /></a>&#8220;A República Brasiliana detém a quase totalidade da criação do gado de corte mundial, o que a levou a avançar em muito com a tecnologia de confinamento, em edifícios que são verdadeiros bunkers sob o solo. Obviamente essa tecnologia de construção civil passou a se estender para as construções convencionais, com os edifícios paulatinamente sendo substituídos, devido a um temor inicial de guerras (que certamente teriam ocorrido caso o Brasil não dominasse a tecnologia nuclear para obter uma “moeda de troca” em caso de ataques). Com o desenvolvimento do Hipermundo, uma mega-rede de servidores com um software operacional de realidade aumentada, cada vez mais a necessidade das pessoas saírem de casa para trabalho, lazer ou uma simples interação pessoal, passou a ser nula. O fluxo de pessoas nas ruas passou a ser ínfimo, diminuindo o caos e a poluição urbana. A criminalidade passou a ser nula com o regime militar unificado ao presidencialismo, que ocorreu por meio de um golpe de estado. Leis severas, porém justas, inibiram a criminalidade e criaram laços patrióticos entre a população e o país. Uma utopia, como eu disse no início. Mas o cenário dark ainda sobrevive em minha obra, porém apenas no decadente eixo-norte. O segundo detalhe que gera alguma inovação é o fato de que, mesmo com esse ambiente fortemente desenvolvido, a trama se passa em sua grande maioria dentro do próprio Hipermundo, fato esse colocado nitidamente como segundo colocado em termos de “contravenção” aos preceitos convencionais do cyberpunk&#8221;.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>Entrevista com John Makinson, CEO da Penguim</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 18:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Você foi citado no ranking dos nomes mais importantes da mídia em 2010 segundo o MediaGuardian por ações no mercado digital. Quais os próximos passos da Penguin nesse sentido? O interessante desse ranking foi o argumento de que estamos redefinindo a indústria do livro. Alguns dos aplicativos que estamos desenvolvendo serão bem diferentes de tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Você foi citado no ranking dos nomes mais importantes da  mídia em 2010 segundo o MediaGuardian por ações no mercado digital.  Quais os próximos passos da Penguin nesse sentido?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O interessante desse ranking foi o argumento de que estamos  redefinindo a indústria do livro. Alguns dos aplicativos que estamos  desenvolvendo serão bem diferentes de tudo o que fizemos até agora. A  maneira como apresentamos informações de viagem no iPad, ou como fazemos  livros ilustrados para criança virem à vida, ou ainda como envolvemos  redes sociais e comunidades de um jeito novo no mercado para  adolescente. Isso tudo é muito novo e requer novas habilidades de  editores. Significa que temos de entender novas tecnologias, novos  critérios para determinar preços, temos de ser criativos na maneira de  pensar no leitor. Não diminuo as questões que você levantou, a  pirataria, a preocupação com lucro, são questões sérias. Mas, acima de  tudo, estamos muito otimistas&#8221;, <a  rel="nofollow" href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,o-desafio-e-tornar-a-leitura-interessante-nos-e-books,581968,0.htm" target="_blank">na íntegra no Estadão</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A Penguim é a nova parceira da Cia das Letras no Brasil. A editora é citada geralmente em eventos de literatura especulativa por dizer que não publica ficção-científica e por colocá-la no mesmo balaio da autoajuda. Entretanto, seu catálogo conta com um dos grandes clássicos da ficção-científica <em>1984, de George Orwell</em>, e ela já publicou a história alternativa (um subgênero da ficção-científica) <em>Associação Judaica de Polícia, do Michael Chabon</em>. O que mostra mais falta de conhecimento do que preconceito no posicionamento estratégico.</p>
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		<title>Neon Neon, lá nos primórdios</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 17:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Me dei conta de que julho está chegando à metade e me bateu um desespero de meio de ano de que não conseguirei fazer nada do que gostaria  em 2010. É um desespero diferente, porque está tudo encaminhado e eu não tenho muito o que fazer além de esperar. Fico na torcida pelas minhas novidades [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Me dei conta de que julho está chegando à metade e me bateu um desespero de meio de ano de que não conseguirei fazer nada do que gostaria  em 2010. É um desespero diferente, porque está tudo encaminhado e eu não tenho muito o que fazer além de esperar. Fico na torcida pelas minhas novidades e pelas novidades dos amigos. Já estou com trabalho agendado para 2011, veja que bacana, cheio de idéias e alguns &#8220;okays&#8221; do povo do dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando decidi que queria ser escritor 8 anos atrás, tinha 4 histórias na cabeça. O Dante, que foi meu primeiro livro. O Histórias da Noite Carioca, o segundo. Uma versão de Alice, super experimental e inédita. E o <a  rel="nofollow" href="http://editoradraco.com/2010/07/neon-azul-romance-de-eric-novello/" target="_blank">Neon Azul</a>, que sai agora em agosto, com lançamento no <a  rel="nofollow" href="http://fantasticon.com.br/" target="_blank">Fantasticon.</a> Quando eu escrevi o Neon, me deparei com várias das minhas limitações de autor. Ele era um livro muito maior do que eu, exigia mais do que eu sabia oferecer. Então ele foi para a gaveta, passou anos quietinho nela enquanto eu lia, escrevia, aprendia. Aí eu fiz a primeira revisão e mandei para duas editoras. Só duas mesmo. Nada de envios transloucados pelo correio. Uma nunca me respondeu (vim conhecer o editor 3 anos atrás, curiosamente). A outra mandou aquela famosa cartinha cheia de elogios, mas que diz não no final. Foi uma puta sorte. Agradeço muito às teias invisíveis do universo por essas duas negativas. O Neon voltou para a gaveta e lá ficou até eu me mudar para São Paulo. Fiz mais uma revisão no texto para não ficar parado e percebi que ele ainda não era o que eu queria. Mas, feliz, notei que estava chegando lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tempo se passou e apareceu a editora Draco, meio de surpresa, interessada em um grupo de contos que eu havia ajudado a organizar em cima de uma idéia minha nascida num chat. Esses contos viraram os <a  rel="nofollow" href="http://editoradraco.com/catalogo/" target="_blank">volumes 1 e 2 da Coleção Imaginários</a>, hoje bem conhecida dos leitores de fantasia, terror e ficção-científica. Graças a eles, passei a ter contato com o editor Erick Santos e, depois de muito papo, apresentei o Neon Azul a ele. Quase numa compulsão, pedi um tempo para rever o livro inteiro antes de mandar.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim eu fiz. Tudo revisto, enviei para o editor, que me devolveu com algumas observações. Nova revisão e cheguei à versão final. Nesses quase cinco anos de mexidas, reescrevi 3 capítulos inteiros (inclusive o final), mudei vários detalhes dos demais, e  finalmente encontrei o livro que queria mostrar ao público. Caray! O Neon Azul estava pronto. Acho que é por isso que me espanto quando um autor coloca o ponto final num texto e envia no dia seguinte para a editora. Ou quando envia sem revisar textos escritos anos atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">O engraçado é que o Neon Azul nasceu bem antes de eu descobrir que existia algo chamado Fantasia Urbana fazendo sucesso no mercado estrangeiro. Então, posso dizer que a urban fantasy sempre esteve no meu DNA, mesmo quando eu não sabia disso. Sou um ser urbano, e isso se reflete nos meus escritos, sejam os personagens prostitutas  ou demônios engarrafados.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas estou fugindo do assunto. Queria mesmo era dizer que lá atrás, quando terminei o Neon, entrei numa nóia de que era um autor de 4 histórias. Tinha escrito as quatro e não sabia mais por onde seguir. E agora cá estou eu preparando mais dois livros de fantasia urbana e rascunhando a nova versão do Dante, que já tem nome, engrenagens e tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto eu escrevo e reescrevo esses livros inifinitamente (desculpem pela ansiedade com o livro de magos), espero que vocês curtam, leiam, comentem bastante o Neon Azul. Como sabem agora, ele é fruto de anos de trabalho e do respeito que eu sinto por essa figura tão esquecida  nos debates literários chamada leitor. É o que eu tenho de melhor&#8230; pelo menos até o próximo.</p>
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		<title>Fronteiras da fantasia 6</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 03:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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		<description><![CDATA[A indústria de videogames tem mantido um relacionamento tão proveito$o com Hollywood que a gente tende a esquecer que nem sempre foi assim. Lá nos primórdios, adaptar um videogame para as telas era considerado tiro n&#8217;água total. Da mesma forma que o estigma do fracasso acompanhou os filmes de piratas até Piratas do Caribe enfiar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A indústria de videogames tem mantido um relacionamento tão proveito$o com Hollywood que a gente tende a esquecer que nem sempre foi assim. Lá nos primórdios, adaptar um videogame para as telas era considerado tiro n&#8217;água total. Da mesma forma que o estigma do fracasso acompanhou os filmes de piratas até Piratas do Caribe enfiar o pé na porta, os games também precisaram de filmes-jogos importantes para levantar sua bandeira. Parece contraditório que uma imensa máquina de fazer e perder dinheiro tenha espaço para superstições, mas basta pensarmos que elas vêm da cabeça dos donos do dinheiro para tudo fazer sentido. O sucesso pontual de Mortal Kombat (US$120 milhões) não apagou a imagem de fracasso de Street Fighter, que fez US$99 milhões no total, mas só conseguiu US$35 milhões nos EUA, seu mercado interno, a metade do que arrecadou o seu rival dos arcades. Aliás, é curioso ver como alguns filmes considerados fiascos por serem muito ruins são na verdade um grande sucesso financeiro &#8211; Transformers (US$800 milhões) e Godzilla (US$380 milhões) estão aí que não me deixam mentir.</p>
<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/sdeusex3humanrevolution.jpg" class="thickbox no_icon" title="Deus Ex: Human Revolution"><img class="alignleft size-medium wp-image-12389" title="Deus Ex: Human Revolution" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/sdeusex3humanrevolution-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Um grande marco dessa pulada de cerca entre mídias, e que mudou definitivamente a percepção de Hollywood quanto ao mercado de games, foi Tomb Raider e sua diva virtual Lara Croft. Nas bilheterias, Tomb Raider nem chega aos pés do famigerado Transformers. Arrecadou $275 milhões, e precisou de $115 milhões para ser feito. Mas o buzz foi tanto que o filme ganhou uma continuação&#8230; que arrecadou Us$100 milhões a menos.  Se os números não são impressionantes para a realidade hollywoodiana, o que faz de Tomb Raider um marco? Três motivos bem simples: 1. Essa versão feminina de Indiana Jones foi encarnada por uma vencedora do Oscar: Angelina Jolie. 2. Ele quebrou o paradigma de que era preciso um protagonista masculino em um filme de ação para o filme fazer sucesso. O mesmo preconceito existia com os games. 3. O roteiro de Tomb Raider mofou muito tempo nas gavetas dos estúdios, até que o fabricante, se não me engano o <a  rel="nofollow" href="http://www.crystald.com/" target="_blank">Crystal Dymanics</a>, resolveu usar as armas de marketing de Hollywood para vender o game. Lara Croft passou a frequentar o tapete vermelho, virou capa de revista e musa de muito marmanjo. Estava feita a transição. Mais uma vez, além do resultado concreto, estava em jogo o valor do simbolismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de absorver os videogames e nadar de braçada nas HQs, Hollywood bebia mesmo era da literatura, sua fonte incontestável. Nada mais natural nessa sopa transmídia que a literatura e os games também acabassem se tocando. Quem é fã  conhece as narrativas complexas que movimentam hoje em dia a indústria de jogos. Imerso em Guild Wars e AION, consigo listar uma centena de personagens e viradas de trama que acompanhei nos últimos anos. Outro dia, me chamou muita atenção como fã de cinema o trailer de <a  rel="nofollow" href="http://www.deusex.com/" target="_blank">Deus Ex: Revolution</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem lê em inglês encontra fácil várias sagas literárias baseadas em jogos. Warcraft e Warhammer são os primeiros nomes que me vêm em mente, mas a lista é bem maior. Além de vender para o imenso público viciado nos  jogos online (que o fabricante conhece com precisão numérica) os livros também funcionam como um chamariz  para os novatos. A possibilidade de encarnar um personagem que você curtiu no livro, usar a mesma armadura e combater o mesmo inimigo forma imediatamente um ponte entre os dois universos. A interatividade é hoje uma das palavras-chave para a sobrevivência da indústria de entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma estratégia parecida foi adotada pelos criadores do RPG Tormenta aqui no país. Eles chamaram Leonel Caldela para desenvolver romances passados em seu cenário que, segundo a <a  rel="nofollow" href="http://www.jamboeditora.com.br" target="_blank">editora Jambô</a>, é o mais jogado do Brasil. Considerando o tamanho dos livros (os três têm mais de 500 páginas), diria que foi um projeto arriscado, em total sintonia com o mercado lá de fora, e que trouxe resultados positivos tanto para a editora quanto para o autor. Essa parceria do Trio Tormenta com Caldela atraiu um novo público para o RPG e apresentou o autor àqueles que já conheciam o jogo.  Quem estava acostumado a só ver os livretos de Vampire da Devir, de repente viu a mágica acontecer também no âmbito nacional, de forma muito mais robusta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/caldela_apostolo.jpg" class="thickbox no_icon" title="caldela_apostolo"><img class="alignleft size-medium wp-image-12388" title="caldela_apostolo" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/caldela_apostolo-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Ninguém melhor do que o próprio <a  rel="nofollow" href="http://twitter.com/leonelcaldela" target="_blank">Leonel Caldela</a> para falar um pouco dos desafios de criar uma história inédita dentro de um cenário pré-existente.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O fato de escrever dentro do cenário foi um facilitador no começo. Não era necessário criar todo um universo a partir do zero, eu podia contar com o material que já havia sido criado antes. Como recebi muita liberdade dos autores originais (com pouquíssimas interferências depois que a trama básica tinha sido aprovada), peguei basicamente só o lado bom desse cenário pré-construído. Por outro lado, é preciso pensar no jogador de RPG (além do leitor) ao escrever em um cenário de RPG. Existem tramas que não são abordadas (ao menos não a fundo) nos romances, porque não desejamos resolvê-las com personagens não-jogadores. São tramas que pertencem aos jogadores, que serão resolvidas na mesa de cada um. O engraçado é que alguns jogadores de RPG viram os romances como verdadeiros manuais de jogo&#8230; Queriam descrições de locais e resoluções que só têm serventia mesmo na mesa de jogo, não para um leitor &#8216;comum&#8217;&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem acha que narrativas de RPG e literatura são a mesma coisa, ele dá a dica: &#8220;Fora esses aspectos, não foi muito diferente de desenvolver algo fora do RPG. É preciso ter os mesmos cuidados. Confiar apenas em agradar quem já é fã do cenário poderia levar a uma escrita preguiçosa (que, na verdade, provavelmente não agradaria aos fãs!). É preciso tratar o leitor que já conhece o RPG com a mesma importância de um leitor novo, apenas interessado em literatura de fantasia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do sucesso do que foi batizado de Trilogia Tormenta (O Inimigo do Mundo, O Crânio e o Corvo e O Terceiro Deus), o autor se arriscou em uma nova empreitada, dessa vez em um universo criado inteiramente por ele, que começa com O Caçador de Apóstolos. Reparem que ele comenta algo similar ao tema de <a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/fronteiras-da-fantasia-5/" target="_blank"><strong>Fronteiras da Fantasia 5</strong></a>: que a história é mais importante do que  os efeitos especiais  e que as literaturas especulativa e realista podem aprender uma com a outra.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O primeiro desafio foi construir o cenário em si. Como a história era, para mim, mais importante que o mundo em que ela se passa, não me concentrei no &#8220;worldbuilding&#8221; grandioso. O cenário de O caçador de apóstolos é o palco das novas histórias, mas não algo extremamente detalhado ou extenso. Também foi preciso ter um grande controle de qualidade, já que o livro novo não vem com o público &#8220;embutido&#8221; de Tormenta. A quantidade de opções também chega quase a assustar &#8211; agora, sem estar atrelado a uma marca e uma linha de produtos, qual público queremos atingir? O mesmo? Leitores mais velhos, mais novos, com mais bagagem cultural, sem conhecimento de fantasia&#8230;? Minha tentativa foi ampliar o interesse do romance para um leitor leigo, inserir elementos da literatura &#8216;mainstream&#8217; que me agradam, sem alienar o público dos outros romances&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É possível fazer qualquer coisa. Decidir pode ser difícil. Se esse fosse meu primeiro romance, poderia haver uma tentativa de incluir elementos demais, numa grande &#8220;salada&#8221;, fruto da indecisão. Com um pouco mais de experiência, foi possível escolher os assuntos a serem abordados e as tramas a desenvolver com mais precisão&#8221;.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
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		<title>RPGCON, como foi</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 17:13:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[steampunk]]></category>

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		<description><![CDATA[Sábado passado participei de uma palestra sobre o mercado de ficção especulativa no RPGCon e fiquei devendo algumas palavras. Antes de mais nada, deixo um obrigado ao Conselho Steampunk pelo convite. É sempre bom conhecer pessoalmente quem só converso por meios virtuais. A mesa redonda conseguiu encher o miniauditório, alguns rostos antigos, a maioria gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sábado passado participei de uma palestra sobre o mercado de ficção especulativa no RPGCon e fiquei devendo algumas palavras. Antes de mais nada, deixo um obrigado ao Conselho Steampunk pelo convite. É sempre bom conhecer pessoalmente quem só converso por meios virtuais.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesa redonda conseguiu encher o miniauditório, alguns rostos antigos, a maioria gente nova, o que é sempre motivo de comemoração. Tentei pontuar com algum humor o bate-papo que rolou na companhia de José Roberto Vieira (Baronato de Shoah), Douglas MCT (Necrópolis), Cristina Lasaitis (Fábulas do Tempo e da Eternidade), Richard Diegues (Cyber Brasiliana) e Gian Celli (organizador da coletânea Steampunk e com um romance do mesmo gênero no forno). Foi a primeira vez que falei em público do meu novo livro, Neon Azul, que sai agora em agosto no Fantasticon, mas não tive muita oportunidade (o tempo era curto, a agenda do evento é movimentada) para falar sobre fantasia urbana.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos momentos mais engraçados foi a constatação da platéia de que vivemos hoje em um mundo cyberpunk, cercado de aparelhos, implantes e tecnologia, a maioria de nós vivendo em metrópoles. Pensar que Orkut não deixa de ser cyberpunk foi desesperador, mas todos superamos o trauma. Um dos participantes levantou a observação de que caminhamos para uma utopia forçada, onde tudo é politicamente correto, todos são obrigados a ser felizes, os vampiros são românticos e camaradas, e por aí vai. A comparação com Demolition Man, filme com Silvester Stallone, foi muito boa. Para quem não lembra, ele trata de uma realidade onde a violência foi eliminada, as pessoas praticam sexo usando capacetes (sem contato físico) e as rádios só tocam antigos jingles, e não mais música de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para fechar, conseguimos falar rapidinho sobre o New Weird e suas peculiaridades. Mas aí, o pessoal da próxima palestra já estava batendo na nossa porta e tivemos que sair.</p>
<p style="text-align: justify;">Como tenho a alimentação super controlada e a mesa redonda caiu justo na hora do almoço (e estava difícil até de conseguir água por lá), acabei voltando para casa para almoçar e não assisti o restante das palestras &#8211; que teve nomes como Eduardo Spohr, Leonel Caldela e Raphael Draccon &#8211; nem a entrega do prêmio da gincana de A Tríade, que se espelhou no esquema dos ARGs e mobilizou cerca de 100 pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, muito bom conhecer o pessoal da <a  rel="nofollow" href="http://www.moonshadows.com.br" target="_blank"><strong>Moonshadows</strong></a>, livraria que divulga bastante a fantasia como um todo e tem apoiado os títulos da Draco e de outras editoras. Merecia mais espaço do que disponibilizam, com certeza.</p>
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		<title>O Caçador de Apóstolos, de Leonel Caldela</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 20:23:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 8 de julho aqui em SP rola o lançamento de O Caçador de Apóstolos, do Leonel Caldela. Ele é conhecido pela &#8220;Trilogia Tormenta&#8221; que angariou fãs como Douglas MCT e José Roberto Vieira, meus recém-copidescados, e explora o cenário do RPG de mesmo nome. Tive a oportunidade de comprar o Caçador no RPGCON, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/lit-cda_lancamentos.jpg" class="thickbox no_icon" title="Caçador de Apóstolos"><img class="alignleft size-medium wp-image-12373" title="Caçador de Apóstolos" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/lit-cda_lancamentos-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a>Dia 8 de julho aqui em SP rola o lançamento de O Caçador de Apóstolos, do Leonel Caldela. Ele é conhecido pela &#8220;Trilogia Tormenta&#8221; que angariou fãs como Douglas MCT e José Roberto Vieira, meus recém-copidescados, e explora o cenário do RPG de mesmo nome. Tive a oportunidade de comprar o Caçador no RPGCON, mas acabei ficando sem autógrafo, o que espero resolver assim que possível. O Leonel é o tema do próximo Fronteiras da Fantasia aqui no site e estou agitando uma entrevista com ele para o Aguarrás. Estou no começo do livro ainda, curtindo bastante, então fica a dica.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>São Paulo</strong><br />
 <strong>Data:</strong> 8 de julho de 2010, a partir das  19h30.<br />
 <strong> Local:</strong> Livraria Cultura do Bourbon  Shopping Pompeia (Rua Turiassú, 2100).</p>
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		<title>Tarja 2010, novos lançamentos</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 13:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sexta passada, no Bardo Batata, a Tarja Editorial comemorou 3 anos de vida e reuniu velhos conhecidos desordeiros que não saíam da tumba fazia muito tempo. Foi quase um O Retorno da Múmia 4. Acreditem se quiser, além de falar muita besteira, autores também conversam sobre literatura.  Num desses papos, Richard contabilizou por volta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Sexta passada, no Bardo Batata, a Tarja Editorial comemorou 3 anos de vida e reuniu velhos conhecidos desordeiros que não saíam da tumba fazia muito tempo. Foi quase um O Retorno da Múmia 4. Acreditem se quiser, além de falar muita besteira, autores também conversam sobre literatura.  Num desses papos, Richard contabilizou por volta de 40 lançamentos na área de literatura fantástica para o segundo semestre e liberou a lista de títulos da Tarja que chegarão ao mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">O próprio <strong>Richard</strong> lança<a  rel="nofollow" href="http://tarjaeditorial.com.br/tarja/?p=167" target="_blank"> Cyber Brasiliana</a>, um romance pós cyberpunk com muita hiperrealidade na cabeça. É o primeiro trabalho de ficção-científica do autor, num universo já divulgado em alguns contos e que, espero eu, ele aproveite em novos títulos. Do terror para o hipermundo, um livro que estou curioso para ler desde que ouvi o primeiro fiapo de ideia a long time ago in a far far away galaxy. E falando em galáxias distantes, Richard publica em dezembro o romance Tempos de AlgóriA, uma fantasia super divertida com dragões e outras coisas mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de passar pela Multifoco,  <strong>Alexandre Heredia</strong> traz os seus romances semivampirescos para a Tarja. Legado de Barthory, Predadores e Emboscada ganham nova capa e revisão, contando o que titia Barthory deixou para o mundo, afinal.</p>
<p style="text-align: justify;">Na série de boas surpresas, <strong>Pedro Vieira</strong> publica Memórias Desmortas de Brás Cubas, o primeiro mashup nacional de alta literatura com zumbis. Se for bacana, até desisto da minha ideia de um dia reescrever Lucíola. O Pedro faz parte também da coletânea Cyberpunk que sai em agosto no Fantasticon.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Flávio Medeiros</strong>, faça-se a luz, retorna ao mercado com Casas de Vampiro. Sou fã do Flávio, gosto muito do romance de estreia dele, Quintessência, que tem um universo de ficção-científica noir com espaço para muitas desenvolvimento de tramas e do próprio autor. Casas de Vampiro é um romance independente, mistura vampiros e ficção-científica, e estou curioso desde já. Soube também, nos bastidores, que vem sequência do Quintessência por aí.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fábio Fernandes</strong> também fará seu retorno em 2010 com Os Anos de Silício, continuação do romance Os Dias da Peste, no qual máquinas resolvem acordar e interagir com humanos de igual para igual. Implantes neuronais, pessoas com o disco rígido infectado, ataques vampirescos? Algo me diz que o tecnoxamã terá muito trabalho. Thumbs up pro Fábio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cyberpunk &#8211; Histórias de um futuro extraordinário</strong> é a coletânea irmã da Steampunk, lançada recentemente aqui no Brasil, com um buzz considerável lá fora. Segundo os editores, cada conto pegará uma vertente levemente distinta do movimento cyber. Entre os autores, Gian e Richard, editores, e Luiz Bras, o pseudônimo mais famoso do mundo da FC.</p>
<p style="text-align: justify;">Para fechar com chave de ouro, a Tarja anunciou também as suas primeiras publicações internacionais! Mostrando para o público brasileiro que existe um gênero chamado <strong>New Weird</strong> (e nem é novo, pessoal, põe uns 10-15 anos aí na conta, apesar de não ter nada publicado no país), a Tarja trará <strong>The Situation</strong>, do <strong>Jeff VanderMeer </strong>e <strong>King Rat</strong>, do <strong>China Miéville</strong>. Dois autores de peso do gênero estarão acessíveis ao público nacional a partir de dezembro.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
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		<title>Promoção de A Tríade</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 11:47:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[vampiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui convidado recentemente para ler o original de A Tríade, de Carlos Andrade, Claudio Brites, Kizzy Ysatis e Octavio Cariello. Os autores me pediram para escrever algumas palavras sobre o livro, o que virou um post no site oficial do projeto. “O segredo de A Tríade é oferecer entretenimento de qualidade que não subestima a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fui convidado recentemente para ler o original de A Tríade, de Carlos Andrade, Claudio Brites, Kizzy Ysatis e Octavio Cariello. Os autores me pediram para escrever algumas palavras sobre o livro, o que virou um post no <a  rel="nofollow" href="http://triadeolivro.blogspot.com/" target="_blank">site oficial do projeto</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">“O segredo de A Tríade é oferecer entretenimento de qualidade que não subestima a inteligência do leitor.  Ao final, fica claro que o que há em comum entre um pintor, um anjo caído, um vampiro e um templário é a capacidade de prender a atenção até a última linha. Leitura obrigatória para os fãs de fantasia”</p>
<p style="text-align: justify;">Fui informado ontem de mais uma iniciativa interessante de marketing em cima do livro. Uma gincana que tem como prêmio a espada de um templário. A tríade envolve um pintor, um vampiro, um templário e um anjo, em histórias que se cruzam até o desfecho.</p>
<p style="text-align: justify;">A promoção é a seguinte:</p>
<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/07/espada-de-A-Triade.jpg" class="thickbox no_icon" title="Espada de A Tríade"><img class="alignleft size-medium wp-image-12313" title="Espada de A Tríade" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/07/espada-de-A-Triade-172x300.jpg" alt="" width="172" height="300" /></a>Quer ganhar a réplica de uma espada templária?<br />
 Você  pode conseguir participando da jornada em busca dos segredos de <a  rel="nofollow" href="http://www.atriade.com.br/" target="_blank">A Tríade</a>,  no <a  rel="nofollow" href="http://www.rpgcon.com.br/" target="_blank">RPGCON  2010</a>. A corrida pelos prêmios vai acontecer durante o evento. O  campeão será presenteado com a verdadeira espada de André de La  Rochelle, o último templário, e receberá o romance <a  rel="nofollow" href="http://triadeolivro.blogspot.com/" target="_blank">A Tríade</a>,  em casa, antes de todo mundo. E os nove que chegarem depois dele, não se arrependerão. A  pesquisa pelos mistérios já começa agora. Esteja preparado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para te <strong><a  rel="nofollow" href="http://www.paragons.com.br/busque-a-triade-na-rpgcon/#comments" target="_blank">ajudar</a></strong>, espalharam-se <a  rel="nofollow" href="http://www.ogoblin.com.br/2010/06/a-triade-dica-exclusiva/" target="_blank">pistas</a> por <a  rel="nofollow" href="http://rpgdm.erickpatrick.com/sede-de-vinganca/" target="_blank">todos</a> os <a  rel="nofollow" href="http://www.roleplayer.com.br/site/2010/06/a-triade/" target="_blank">cantos</a> da <a  rel="nofollow" href="http://d3system.com.br/um-anjo-um-templario-e-um-vampiro/" target="_blank">ciberrealidade</a>. Além de serem aperitivos especialmente preparados pelos autores, cada  uma delas também é um enigma. Procure nos textos as respostas  para as perguntas: <br />
 Qual o nome do anjo injustiçado? Qual é a  cor do manto do mercenário francês que serve aos Templários? Qual o nome do Rei?  Que relíquia foi encontrada pelos nove? Quem é  o portador de pragas?</p>
<p style="text-align: justify;">Envie a resposta de cada enigma  para o email <a  rel="nofollow" href="mailto:enigma@atriade.com.br" target="_blank">enigma@atriade.com.br </a>Para cada resposta certa você receberá um pedaço do pergaminho onde está  escrita a resposta para o enigma principal: qual é o meu domínio? Quem  tiver a resposta desse primeiro segredo estará muito mais perto da  conquista final durante o evento.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Complexo, né? Mas o prêmio é essa belezinha que está na foto. Falando em RPGCon, estarei lá no sábado, numa mesa sobre literatura fantástica. Amanhã coloco os detalhes aqui.</p>
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		<title>Imaginários 3 – autores divulgados</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 03:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Novello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura e HQ]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Liberada a lista de autores do volume 3 da coleção Imaginários, organizado por Erick Santos, editor da Draco. Dessa vez, o leitor acompanha contos de: Eduardo Spohr &#8211; traz o primeiro spin off oficial de A Batalha do Apocalipse; Marcelo Assami &#8211; foda! onde esse cara estava que eu não conhecia? Me lembrou os bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a  rel="nofollow" href="http://ericnovello.com.br/wp-content/uploads/2010/06/imaginarios3.jpg" class="thickbox no_icon" title="Imaginários volume 3"><img class="alignleft size-medium wp-image-12296" title="Imaginários volume 3" src="http://ericnovello.com.br/index.php?feedimage=wp-content/uploads/2010/06/imaginarios3-200x300.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a>Liberada a lista de autores do volume 3 da coleção Imaginários, organizado por Erick Santos, editor da Draco. Dessa vez, o leitor acompanha contos de:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eduardo Spohr</strong> &#8211; traz o primeiro spin off oficial de A Batalha do Apocalipse; <strong>Marcelo Assami</strong> &#8211; foda! onde esse cara estava que eu não conhecia? Me lembrou os bons tempos do Joca Terron; <strong>Rober Pinheiro</strong> &#8211; o criador de Thargor dá mais um passo em direção à <a  rel="nofollow" href="http://roberpinheiro.blogspot.com/2010/06/literalismos-capa-imaginarios-3.html" target="_blank">ficção-cientítica</a>; <strong>Douglas MCT</strong> &#8211; o roteirista de Hansel &amp; Gretel publica seu primeiro conto steampunk; <strong>Lidia Zuin</strong> &#8211; bebe da fonte cyberpunk e do universo dos hackers; <strong>Marcelo Galvão</strong> &#8211; mistura robôs e a vida de um ator pornô decadente; <strong>Cirilo Lemos</strong>; <strong>Fábio Fernandes</strong> &#8211; esse é punk, não importa o gênero nem o prefixo; <strong>Fernando Santos de Oliveira</strong> e <strong>Ana Cristina Rodrigues</strong> &#8211; que segue apostando forte na fantasia histórica.</p>
<p style="text-align: justify;">Já passaram pela coleção Imaginários: Gerson Lodi-Ribeiro, Giulia Moon, Jorge Luiz Calife, Tibor Moricz, Saint-Clair Stockler, Ana Lúcia Merege, Carlos Orsi, Flávio Medeiros, Roberto de Sousa Causo, Osíris Reis, Martha Argel, Davi M. Gonzales, Richard Diegues, João Barreiros, Jorge Candeias, Alexandre Heredia, Sacha Ramos, Luís Filipe Silva, André Carneiro e eu, Eric Novello.</p>
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