Category: Música


Do pó ao pop

Se você consultar antigas paradas de sucesso notará que havia ciclos musicais bem-definidos, sempre com um gênero de maior destaque. Um exemplo que vem fácil à mente é o império da disco music, que dominou pistas, conseguiu chegar às rádios e ditou moda e comportamento. Numa evolução natural de influências, os anos 80 foram simbólicos para o pop e suas vertentes. Nomes como Human League, Pet Shop Boys, Depeche Mode, A-ha, Duran Duran, Cyndi Lauper, Alphaville, New Kids on the block e Madonna, entre outros, apareciam com freqüência na lista de mais executados. Nessa época surgiu o tecnopop na Europa, embalado por uma nova geração de sintetizadores, e o rockpop no Brasil, que perdura até hoje.
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Thriller

Há 25 anos Michael Jackson revolucionou o cenário musical com o lançamento de Thriller.

O álbum vendeu mais de cinqüenta milhões de cópias, ficou mais de trinta semanas no primeiro lugar da parada de vendas e um ano no top 10, um marco insuperável. Muitos acham que o sucesso solo de Michael começou aí. Na verdade, seu cd anterior, Off the wall, foi muito bem recebido pela critica e pelo público, deixando quatro singles de sucesso, como Don’t Stop to get enough e She’s out of my life. Michael mostrou nesse disco seu talento para fusões, acrescentando à música disco elementos do soul. View Full Article »

Há mais ou menos um ano Jay Vaquer lançou o cd Você não me conhece e emplacou nas rádios e na MTV o hit Cotidiano de um casal feliz. O tempo voou e o cantor divulga agora seu quarto cd, Formidável Mundo Cão, que merece um lugar em todas as listas de melhores do ano. View Full Article »

HIM – Venus Doom

HIM é um dos grupos de love metal mais famosos do mundo. Criado na Finlândia, existe desde 1991 e teve diversas encarnações, um amontoado de nomes e estilos. Depois de alguns anos gravando demos, EPs e fazendo covers de Depeche Mode, Type o’Negative e até Backstreet Boys, o HIM gravou seu primeiro álbum oficial.
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Morten Abel

Apesar de a Noruega ser mais conhecida pelos grupos de black metal, é impossível negar a força do pop no país. O cenário se renova constantemente, apresentando todo ano artistas que fogem dos padrões americanizados da música e seguem dispostos a conquistar seu lugar ao sol (pouco sol, é verdade).
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1. You’re a singer who moves easily between dance and rock, using something from folk. You feel at ease with funny lyrics and at the same time create poetry in the form of music. Is that the Morten Abel style?

Ive always had interest in many forms of music, jazz and classical, but since Im not an schooled musician I ended up doing what I do, and that gives me the freedom of have some fun, make noice and be a part of production and arrangements in the studio, wich I enjoy very much. One shall be careful to use humor in contemporary pop music. Ive done it (The Birmingham Ho), but some people get put off by it. View Full Article »

Foi surpresa boa. Não pelo talento dos cantores, que isso eu já sabia. Mas pela fila enorme na porta (que me fez perder o início do show) e pela casa lotada. Muita gente jovem. Outro dia li alguém que se questionava por que os jovens cantores do Brasil não fazem músicas acéfalas para o público mais novo (como os artistas americanos), e querem sempre parecer novos eternos da MPB. View Full Article »

Paula Toller – sónós

Sónós de Paula Toller e sua festa de sonoridades é um álbum redondo. É cool e pop no que os termos possuem de concreto, fugindo do caricato. Ao longo das 14 músicas fica a sensação orgânica, de que tudo pode ser repetido ao vivo, de que estamos participando do registro de um show, onde os músicos tocam entrosados na troca de olhares. O cd está além do mero empilhamento de instrumentos e programações digitais, o que faz, paradoxalmente, que o cool seja um lugar aquecido e aconchegante.
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Erasure

O Erasure é uma das instituições do tecnopop, ritmo consagrado nos anos 90 (que nasceu em meados de 80). Em sua história, Vince Clark e Andy Bell acumularam um punhado de hits como: Blue Savannah, A little respect, Star, Oh L’amour, I love to hate you, Always, Freedom.
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Garbage

Depeche Mode, U2 e Michael Jackson já beberam na fonte. Agora é a vez do Garbage aderir ao formato 18-hits e lançar sua primeira coletânea – Absolutely Garbage. O grupo liderado por Shirley Manson surgiu com força total em 1995, com um rock ligeiramente puxado pro punk e com influências de trip-hop. Only happy when it rains foi sucesso imediato, inclusive no Brasil, a começar pelo título engraçadinho. A ruiva dissimulada de sombra negra transitava bem pelo visual pop e o glam, cantando muito. Foi fácil conquistar o público em uma época em que o punk rock havia varrido o pop das rádios. Composto por produtores musicais, o Garbage tinha qualidade, fugindo do som clichê dos anos 90 com criatividade. Stupid Girl, que explorava o cenário alternativo, foi mais um hit de fãs do que rádio, mas ajudou a compor a identidade musical do grupo. “You pretend youre high / You pretend youre bored / You pretend youre anything / Just to be adored”, dizia a letra. Nos extremos dos estilos vieram Queer, de essência mais pesada, e Milk, o lado eletrônico viajante, ambas bem recebidas.
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