Esse texto não é uma resenha, só um post comentando a leitura. Não foi publicado no Aguarrás, apenas aqui no site.
Tenho que confessar que não sou um leitor de ficção-científica (ainda). Não li o famoso ABC (Asimov, Bradbury, Clarke), apesar de ter bastante obras do Asimov aqui na prateleira. Sou muito mais inclinado à fantasia, sem preconceitos, só afinidade. Mas tinha uma curiosidade especial pelo Bradbury por um motivo cinematográfico: Fahrenheit 451, roteirizado e dirigido por Truffaut.
Por uma coincidência dessas, um amigo viajou para a Argentina e veio com O homem ilustrado na mala. Como estudo a língua e estava sem nenhum em espanhol para ler, ele me emprestou. El hombre ilustrado não tem nada a ver com Fahrenheit. É uma coletânea de contos amarrada pela história do tal homem ilustrado. Ele possui tatuagens que se movem, contando histórias para quem vê seu corpo. Pelo que sei , é um dos livros mais badalados do Bradbury e gostei bastante de alguns contos.
Uma tradução livre da contracapa: Nessa coleção de histórias entrelaçadas, o narrador conhece o Homem Ilustrado, um curioso personagem com o corpo completamente coberto por tatuagens. Porém, o mais marcante e inquietante é que as ilustrações estão vivas e cada uma delas desenvolve sua própria história, como “La pradera”, em que crianças levam um jogo de realidade virtual além dos seus limites. Ou em Caledoscópio, o relato de um astronauta que decide entrar na atmosfera sem a proteção de uma nave espacial. Cada um dos contos é uma amostra da maestria narrativa de Bradbury e não perderam o vigor nem sua atualidade desde que foram publicados pela primeira vez.
Os contos são: El hombre ilustrado-prólogo, La pradera, calidoscopio, El otro pie, La carretera (um dos que mais gostei!), El hombre, La larga lluvia, El hombre del cohete, La última noche del mundo (bem melancólico, mas faltou algo), Los desterrados (esse bem legal, com Edgard Allan Poe de personagem), Una noche o una mañana cualquiera (termino o livro com esse), El zorro y el bosque, El visitante, La mezcladora de cemento, Marionetas S.A., La ciudad (muito bem escrito, no top 5 com certeza), la hora cero (juro que tentei gostar), El cohete e El hombre ilustrado-epílogo.


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Além de nunca ter lido FC em espanhol, também nunca li esse do Bradbury.
Por mais que ele seja considerado um autor desse gênero, eu diria que ele o transcende com histórias fantásticas e às vezes despojadas, mas ainda assim avassaladoras.
Foi a impressão que tive ao ler “Os frutos dourados do Sol”.
Passo aqui para ler, prestigiar a novidade e agradecer pela comparação de meu continho com o desse mestre (não mereço!).
Grande beijo!