Sábado começou com uma lasagna excelente na casa de dois amigões e terminou na Biblioteca Temática Viriato Corrêa (em Vila Mariana), no Fantasticon, um dos eventos mais bacanas de literatura fantástica que rolam em São Paulo. Por pura culpa da lasagna, perdi a palestra vampiresca com fãs de Crepúsculo e a escritora Giulia Moon, mas tive a oportunidade de trocar duas palavrinhas com ela antes da próxima palestra. Trocar duas palavrinhas, aliás, foi a palavra de ordem, sem trocadilhos, já que o evento é uma oportunidade de conversar com um monte de gente querida ao mesmo tempo e não há como não ficar perdido. Martha Argel vi voando, com direito a capa de vampiro e tudo. Estavam lá também Richard Diegues, autor e editor da Tarja, Camila Fernandes, Rober Pinheiro (um dos responsáveis pela lasagna) Cristina Lasaitis, Flávio Medeiros (bom e velho Garfield), Fernando Trevisan, Giseli Skynet, Tibor Moricz, Ana Cristina Rodrigues autografando seu AnaCrônicas, Nelson Magrini lançando o primeiro trabalho pela Giz, Roberto Causo, Antônio Costa, o Tiago do Universo Insônia (ou eu delirei?), Leandro Reis que me viu e não falou comigo =p entre muitos outros.

Fui apresentado ao Bráulio Tavares, grande honra. Conheci Juliano Sasseron. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Thiago Cabello com quem gravo o Papo na Estante. Muito gente boa. Conheci, finalmente, o Santiago Nazarian, que é uma graça e todo estiloso como eu imaginava. Kizzy Ysatis conhecia do carnaval anterior. Uma figura, humilde até não poder mais. Alguém que sempre ilumina os debates. Um dos bons momentos da mesa-redonda com o Santiago, Nelson de Oliveira, Bressane e Kizzy Ysatis foi justamente Santiago e Kizzy trocando piadinhas, o que me leva ao ponto que queria ressaltar – o clima de diversão.

Não sei se foi a chuva, não sei se foi o frio, mas senti que os egos ficaram do lado de fora e a vontade de se divertir falou mais alto.  Thumbs up.

A palestra anterior com editores de literatura fantástica também teve seus bons momentos. Adriano (da Aleph) é um cara que tenho como exemplo de bom caráter, não esconde o jogo, passa adiante informações preciosas para o pessoal se situar. Ednei (da Giz) sempre faz uma piadinha ou duas que animam o pessoal. Dessa vez não repetiu que escritor tem mais é que pagar a própria edição, que me deu vergonha alheia no Invisibilidades, o que já achei um grande avanço. Aliás, essa foi uma pergunta incômoda que ficou faltando. Quem adota ou não edições pagas em suas editoras. O Douglas, da Devir, lembrou bem que não é unificando português que os mercados d’além mar se abrirão. Richard Diegues fez um breve review de suas publicações pela Tarja. Rodrigo Coube, da editora Idea, ganhou um fã (eu o/) depois que silenciou um outro editor na platéia lembrando-o sem precisar dizer nada de que publicar literatura fantástica  e extorquir escritores para publicá-los são propostas bem diferentes.

Provavelmente esqueci de alguém. Muita gente na área. Hoje tem o round 2. Acabei de assistir a palestra sobre Steampunk pela Tv Cronópios. De noite, provavelmente, faço mais comentários.