Depois de terminar a exaustiva jornada de copidescar minha querida Nazarethe Fonseca, estou retomando minha rotina produtiva aos poucos. A saúde ainda está meia boca, mas segue melhorando. Me lembro dos meus pais falarem que sentiram aos 50 o que os pais deles sentiram aos 70. Cá estou aos 30 sentindo o que eles sentiram aos 50. Sorte que não terei filhos, hum?

Bem, se você já parou por aqui graças ao Alma e Sangue, deve estar se perguntando se meu livro novo é sobre vampiros, e a resposta é… não. Meu livro que ainda não tem nome, e por isso chamo de Magos Urbanos, fala, adivinhem só, sobre magos. Tenho pensado muito no público que cresceu lendo Harry Potter e estaria agora com seus 17-20 anos.

Mas vai ter escola de magia? Uhum! Aí que está a diferença. Imagine Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e tudo mais muito parecidos com as cidades que você já conhece. Agora imagine como elas seriam se a magia existisse desde sempre. Já pensou pegar o metrô e sentar do lado de um mago, por exemplo? Ou andar na avenida paulista e ver alguém passeando com um lobo guará! É essa a idéia. A magia nas grandes cidades, no meio da nossa rotina.

Pensa comigo: você se sentiria seguro tendo um amigo mago? Como você reagiria se, de repente, depois de anos de amizade, seu melhor amigo dissesse para você que consegue entrar em contato com demônios? E se o mago fosse você? Será que seus pais te colocariam para fora de casa ou falariam todos os dias para você esquecer a magia e colocar a vida nos eixos? Para bom entendedor pingo é letra, né não?

Tenho lido e estudado muitos livros ainda não publicados no Brasil de um gênero chamado Fantasia Urbana, que é exatamente isso. Ao invés de criar mundos mágicos como faz a Fantasia Clássica, pensa como seria o nosso mundo com elementos como magos, seres feéricos, demônios, espíritos e tudo mais. Todos ali, na virada da esquina.

Por esse parentesco intencional, além de falar dos bastidores do meu livro, vou usar esse espaço para falar também de fantasia urbana em geral. Fiquem ligados.