Quando você escreve um livro de fantasia urbana, a primeira grande decisão é: o cidadão comum saberá da existência da magia ou ela será revelada apenas aos iniciados? As duas opções têm vantagens práticas, o importante é ver o que cabe melhor na sua história.
Se as pessoas comuns não sabem que a magia existe, você ganha logo de cara um componente de mistério e humor. Aqueles acontecimentos mais absurdos rolando e os envolvidos tendo que inventar mil desculpas para ninguém perceber nada. É uma paranóia quase OVNI que um bom escritor conseguirá aproveitar. Em um livro do Jim Butcher, um mago e uma espécie de paladino entram em um hospital para matar um fantasma que estava se alimentando de bebês. Para os enfermeiros, os bebês só pareciam adormecidos, num dia mais calmo. Mas os dois ‘heróis’ conseguiam ver o fantasma puxando a energia vital de suas vítimas. Agora, imagine um cara de sobretudo de couro e cajado e outro com uma capa branca e espada entrando em um hospital comum. Só nesse choque você já ganha uma piada. Qual a outra vantagem direta? A polícia. Você não deixa dois palhaços fantasiados entrarem num hospital sem fazer nada. Quando a polícia chegar não verá fantasma. E aí, como fica? Os dois na cadeia tentando se safar, com aquele velho dilema de ‘ajudo os outros e ainda me ferro’. Ter que fazer seus truques sem que os outros percebam é o grande charme.
No próximo post comento do outro caso, que foi o que escolhi.

Esse livro sai ou não?
Aff, que suspense!!! ;o]
Beijos, amore.
Oi Rô! Eu tenho que conseguir escrevê-lo. Só que está difícil de deixarem. Mas eu arrumo tempo. Ah, se arrumo. Beijão.