A boa notícia é que estou escrevendo para valer. O tempo é reduzido, então a produção diária é menor, mas escrevi ontem mais do que em três meses e, fundamental, gostei do que escrevi. Aliás, apaguei as páginas dos tais três meses e comecei do zero. O personagem principal começaria no Rio de Janeiro, em uma cena de ação, e depois viria para São Paulo. Nisso, aproveitaria alguns cenários da Lapa, o Bar da Ladeira. Sim, um mago em um barzinho de samba. Mais não digo porque as idéias voam em tempos internéticos.
Esse climão de brasileirice musical estava me atrapalhando. É um livro de fantasia urbana. A cidade é fundamental, as ruas, os prédios, os becos, tudo isso precisa ser vivo e claustrofóbico. Todas as minhas referências do gênero (Jim Butcher, Lilith Saintcrow, Serguei Lukianenko, Rob Thurman, Caitilín Kiernan, Mark del Franco) usam cenários noturnos. Existem cenas de dia, mas a impressão é sempre de uma noite mais densa, de que os monstros só saem do armário depois de anoitecer. E como transportar isso para um país tropical? Para uma cidade solar como o Rio e uma cidade 24 horas como São Paulo. Foi o que matutei durante todo esse tempo e as peças agora se encaixaram. Você consegue imaginar um mago entrando com uma onça no metrô, sentadinha ao seu lado como um cão guia? Agora eu consigo.
Sobre a música, adoro samba (não samba-enredo que de carnaval eu passo longe), curto mesmo, mas não era a trilha sonora certa para o maguinho. Montar a identidade musical de um personagem é fundamental para mim, pois começo o processo de criação por eles. Conclusão, agora o livro começa com uma passada pelo fim da Segunda Guerra Mundial, depois encontramos o protagonista já a caminho de São Paulo. Ele se lembra rapidamente do episódio ocorrido no Rio, mas o importante é a convocação recebida para a viagem.
A nova trilha sonora? Patti Smith e The Doors. Love me two times. One for tomorrow. One just for today.
Muito rock’n'roll.

Finalmente recuperei minha asa.
Tenho fome das tuas histórias!
Beijo sempre.
Dance barefoot, dear.
Olha!
Boa trilha sonora.
Não consigo imaginar magos e onças ao som de samba, sorry, rs.
A trilha da minha vida é rock, e eu vejo isso em todos os lugares!
beijão!
Ro
corrigido
;-)