E depois de meses pensando num nome para o livro, surgiu um forte candidato. Ainda não tenho certeza de nada, até porque tenho longos 3 meses de escrita pela frente (sim, o livro é grandote), mas uma rápida consulta popular aponta para O Viajante das Sombras.

Em primeiro lugar, vale lembrar que criei um universo passado na cidade. A história se divide entre Rio de Janeiro e São Paulo, trazendo os elementos da magia para um ambiente bem urbano. Pretendo explorar esse ambiente em outros livros, contos e histórias, então queria criar um nome que definisse isso. Por enquanto, continua valendo Magos Urbanos. Se surgir um candidato mais forte com a palavra Mago ou Magia eu aviso. O problema é passar para o leitor 1. que é um romance, ficção, não auto-ajuda e derivados, e 2. que apesar de ter magos, metamorfos e todo tipo de criatura sobrenatural, tudo se passa na cidade. Fiz uma pesquisa por Magia que foi um fiasco. Tem Magia de tudo! É uma palavra coringona que vai da Magia do Chocolate até sabe-se lá o quê.

Eu que sempre começo os livros pelo nome, dessa vez estou tendo trabalho. Mas, vamos fingir que o nome da série é Magos Urbanos e ninguém tasca. Certo? Hora então de pensar no nome do livro em si.

Apesar de adaptar os personagens de Alice no País das Maravilhas para a minha história, não queria fazer referência a eles no título. Então, fui mergulhar na trama que estava contando. Um elemento importante são as Sombras, assim com S maiúsculo, que cito logo no prefácio. Elas aparecem de vez em quando no nosso plano causando alguns problemas. Mas a Fantasia Urbana é filha direta de Raymond Chandler. O mistério está sempre no ar… e o noir tem muito disso, de personagens que não são nem 100% bons nem 100% maus. O vilão e o mocinho podem surpreender o leitor a qualquer momento, em suas tonalidades de cinza. E a palavra sombra me traz isso, uma referência noir, um passeio pelas sombras de cada um.

Para melhorar, o protagonista é um mago capaz de entrar no Entremundos, uma zona sombria intermediária entre o nosso plano e todos os outros, o que me permitiu fazer uma referência direta ao cara que descobre as sombras internas (de sua personalidade), que passeia por essa zona sombria e que precisa descobrir por que as Sombras estão vindo para o nosso mundo.

Assim sendo, a partir de hoje, considero o primeiro livro da série Magos Urbanos batizado: O Viajante das Sombras.

Amanhã tem mais sobre ele, mas pergunto desde já: Hablas español?