Eu querendo jogar SimCity, ler Pirandello, escrever meu livro e adiantar um roteiro.
Fui dormir tarde e acordei cedo cheio de disposição, deve ser o fim do horário de verão.
Acabei me lembrando de uma época nem tão distante em que fevereiro significava férias e férias significa não ter que fazer nada.
Hoje em dia me ausento um dia para ir ao Rio e já tem cliente batendo o pé.
Pelo menos a listinha de tarefas por fazer está diminuindo.
Só esqueci de regar as plantas. Mas é por isso que tenho cactos e suculentas.
Para poder esquecer.
Percebi que não tenho nenhuma lembrança dos dezoito anos, mas tenho dos dezessete e dos dezenove.
Lembro de passar para a faculdade na virada dos dezesseis para os dezessete.
E lembro de ampliar consideravelmente minha vida social aos dezenove. Lembro de tanto dessa época que escrevi o Histórias da Noite Carioca.
O curioso é que se eu tivesse que listar uma, só uma lembrança de cada ano, teria essa aos dezesseis, teria a dos dezenove e não muito mais do que isso.
Não por acaso tenho poucas fotos. Atemporalidade às vezes atrapalha a coleção de recortes.

Eu tenho problemas com a minha memória… invariavelmente eu lembro daquilo que não quero.
Odeio cicatrizes.
Ah, Histórias da Noite Carioca é uma boa lembrança: eu li.
Acho que você nunca falou uma frase tão certa, véio.
Lembrar daquilo que não quero…
Mas gosto das cicatrizes =)
E no meio dessa vida ainda há que se achar espaço-tempo para trabalho e amigos… rs!
Também tenho problemas de memória. Lembro de letras de música extremamente complexas que decorei quando adolescente e não lembro o que jantei no domingo.
Acho que nosso cérebro acaba descartando futilidades e registrando apenas aquilo que é relevante de verdade para a formação de cada um…
Ou de repente você foi abduzindo por um ano. Sim, essa é uma ótima desculpa para o lapso de existência que ocupa o lugar dos seus 18 anos, rs.