Eric Novello |

The piano keys are black and white, but they sound like a million colours in your mind – Katie Melua
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O desejo de Lilith, dia 20

Thursday Feb 18, 2010

Dia 20 de fevereiro no Bardo Batata tem o lançamento de O desejo de Lilith, primeiro romance de Ademir Pascale. O autor mistura narrativa policial e elementos de terror, com direito a detetive decadente e seres sobrenaturais. Fiz a orelha e o copidesque. O livro sai pela Editora Draco.

“Ao investigar um macabro suicídio, Rafael Monte jamais poderia imaginar no que estava se metendo. Tudo o que tinha era o corpo de um escritor caído sobre a mesa com um punhal cravado no coração. Mas algo dizia que aquela não era somente mais uma cena de crime. Algo naquela morte diabólica chamava a sua atenção de uma maneira hipnótica e envolvente. Seu instinto avisava que estava lidando com um crime especial, diferente de todos que já havia investigado em sua longa carreira. Ao assumir o caso, mal podia imaginar que sua vida mudaria para sempre e um mundo novo e sombrio se abriria diante dos seus olhos.

O desejo de Lilith fala de uma conspiração contra toda a humanidade, um segredo tão antigo quanto o próprio homem, revelado graças a um erro na tradução da Bíblia e ao trabalho incansável de um detetive. O que pessoas tão diferentes como Platão e Jim Morrison, Vlad Tepes e Mary Shelley, Aleister Crowley e Kurt Cobain teriam em comum? O que haveria por trás de suas obras, vidas e mortes? Rafael Monte enfrentará o ódio e a maldade de uma criatura milenar para chegar até o fundo dessa história, contando com a ajuda de seres que vão além da imaginação.

Ademir Pascale apresenta em seu primeiro livro um romance sobrenatural ambientado em São Paulo onde nada é o que parece. A cada virar de páginas, tudo pode acontecer. Mergulhe você também nesse mundo de intrigas e suspense, desconfie de sua própria sombra. Venha descobrir qual é O desejo de Lilith. Amanhã pode ser tarde demais”. 


Endeavour

Wednesday Feb 17, 2010










Ah, o Carnaval. Essa mistura de cores. Direto do twitter do astronauta Jose Hernandez.

Parabéns a Unidos da Tijuca pela vitória.

Eu trabalhei de sexta a quarta, non stop, até onze da noite. Escrava Isaura remixe no cavaquinho.


Entrevista com Fábio Fernandes

Tuesday Feb 16, 2010

1. Qual a premissa de Os Dias da Peste?

“Os Dias da Peste” é a minha resposta a uma pergunta sobre uma questão simples: qual o nosso verdadeiro grau de dependência das máquinas? O “gatilho” que deflagrou a história foi o filme Matrix, que gerou o conto original, Um Diário dos Dias da Peste, escrito em 1999 e publicado em 2000 na coletânea de contos Interface com o Vampiro. Apesar de ter adorado o filme, sempre me incomodou muito esse clichê de as-máquinas-vão-dominar-o-homem. Por dois motivos: primeiro, as máquinas já dominam o homem. Numa cidade como São Paulo, por exemplo, todo mundo depende de carro ou de metrô (as pessoas também pensam que “máquinas” são apenas computadores, aliás), onde as pessoas não dependem de máquinas? Quando a Internet sai do ar, as pessoas não ficam malucas? Quando você está numa fila de banco e o caixa diz: “caiu o sistema”, qual é a sua reação? Há algum tempo, num papo com o Fausto Fawcett, ele me disse o seguinte: “Antigamente o pessoal queria derrubar o sistema. Hoje neguinho fica puto quando cai o sistema.” É por aí. Os Dias da Peste contam a história de um período no futuro bem próximo em que o sistema cai e isso provoca um “caos informático”, mas não só. As conseqüências desse caos acabam sendo maiores do que se esperava, e não necessariamente negativas para a humanidade.

2. Você construiu uma relação acadêmica com o tema em seu livro “A construção do imaginário Cyber”. De que maneira isso é diferente ou complementa a sua relação de autor com o universo ciberpunk de “Os Dias da Peste?”

Quando comecei a escrever, não pensava que iria algum dia estar na academia. Mas ao entrar para o Mestrado de Comunicação e Semiótica na PUC-SP, onde pensava inicialmente em fazer uma pesquisa sobre hipermídia, descobri com minha orientadora, a net-artist Giselle Beiguelman, que a ficção científica estava em alta na academia por suas vinculações com a cibercultura – mas que, pelo menos no Brasil, ninguém havia pensado até então em explorar essas relações muito a fundo. (Na verdade, como eu viria a saber logo em seguida, havia uma pessoa fazendo essa pesquisa junto comigo, e no doutorado: Adriana Amaral, que publicou sua tese sobre a relação entre Philip K. Dick e os cyberpunks como um excelente livro, Visões Perigosas.)
Então desloquei o foco do mestrado para a ficção científica como formadora, moldadora da cibercultura como a conhecemos hoje (na mesma linha que o Henry Jenkins defende também) e acabei escrevendo uma dissertação sobre a obra de William Gibson, que se transformou no livro A Construção do Imaginário Cyber. Isso acabou reforçando meu lugar na ficção científica brasileira não só como escritor de histórias relacionadas ao cyberpunk como também um pesquisador e professor que contribui para a informação e formação de novos autores e leitores. Isso tem me agradado imensamente, porque tem surgido uma novíssima geração de leitores que está muito interessada no cyber e no pós-cyber – e já começa a escrever suas primeiras histórias.

3. Tem uma frase do prefácio da Adriana Amaral que acho excelente. Reproduzo mais ou menos aqui: “Mas é na descrição acurada, e não na extrapolação, como diz Ursula Le Guin, que a FC, ou sci-fi (…) mata a cobra e mostra o pau!” Como essa idéia se relaciona com o seu romance?

Eu sou um apaixonado pela palavra. Desde sempre. Uma coisa que talvez poucos saibam a meu respeito é que eu comecei escrevendo poesia e teatro. Meu primeiro prêmio literário foi um prêmio nacional de dramaturgia que ganhei aos 19 anos, por um conjunto de esquetes, um dos quais foi adaptado em 1998 e foi levado aos palcos cariocas sob a direção de Luiz Armando Queiroz (Vestidos Brancos, a última direção do Luiz, aliás, um trabalho belíssimo dele que muito me honrou). Continuo escrevendo poemas que jamais publicarei e microcontos cujo foco é mais a forma que o conteúdo, embora eu não abra mão do sentido. Rosa, Leminski e Osman Lins estão entre meus autores mais queridos, de cabeceira. Catatau é leitura constante, oracular (volta e meia pego e abro ao acaso, leio e mergulho na narrativa caudalosa de Leminski). Talvez por isso, embora a extrapolação me fascine, a descrição mexa mais comigo. Gosto imensamente de descrever coisas, cenas, lugares, pessoas. Nem sempre sou rigoroso como quero, mas, como diz um poema de Margareth Castanheiro, que li quando jovem e nunca mais esqueci, “O acerto pode ser incerto/mas o erro tem que ser exato”.

4. A ficção-científica abre espaços para discussões que não seriam possíveis na literatura do cotidiano (o tal mainstream)?

Abre. A literatura de ficção científica faz parte do conjunto-universo que se convencionou chamar de literatura de invenção (muito embora praticamente toda literatura seja de invenção, mesmo as biografias), e isso nos dá uma excelente desculpa para tratarmos de todos os temas que a dita Literatura com L maiúsculo teme falar. Vou citar um exemplo que não pertence à esfera da FC mas pode dar uma idéia interessante: os romances históricos/conspiratórios/de ação na linha O Código Da Vinci. Recentemente eu estava conversando com um editor de uma grande casa editorial carioca (não posso citar nomes) e ele me disse que seu maior sonho era publicar um similar nacional do Best-seller de Dan Brown, e que ele próprio volta-e-meia convida autores brasileiros de porte, conhecidos, ganhadores do Jabuti e de outros prêmios, e a resposta é sempre a mesma: a maioria até gostaria de escrever um livro assim (vários inclusive afirmaram secretamente gostar desse tipo de literatura), mas jamais o faria por medo de ficar mal com a crítica e os colegas. Daí o horror, o horror, citando Conrad. Mas a FC é a literatura-Oscar-Wilde, ou seja, a que não tem medo de dizer seu nome: ela fala com absoluta tranqüilidade de seres alienígenas, universos paralelos, outros planetas, futuros distantes, muito embora (e grande parte da crítica brasileira parece ainda não ter entendido isso) continue falando da nossa realidade, do nosso presente, apenas com outra capa. É um outro modo, bastante elegante, de tratar de angústias e ansiedades. A capa de um realismo mais duro e cruel já foi muito bem tratada por Hemingway, Bukowski, Fante. A FC pode até explorar territórios semelhantes, mas com outros mapas.

5. Qual foi sua rotina de escrita do livro? Escrever um romance exigiu mais disciplina do que você precisava ter como contista?

Muito mais. Contos têm dinâmicas muito particulares, dependendo do tamanho ou da estrutura. Posso levar um dia ou dois meses para escrever um conto, e eles podem variar entre uma e vinte páginas (às vezes escrevo textos de trinta ou quarenta, mas atualmente têm sido mais raros). Para o romance, entretanto, me impus uma disciplina rígida: trabalhar todas as manhãs pelo menos uma hora. Isso me deu, ao fim e ao cabo, uma média de quatro laudas por dia (cerca de mil palavras). No caso de Os Dias da Peste, como eu já tinha dois textos-guia (além de Um Diário dos Dias da Peste, usei também sua continuação, Interface com o Vampiro, escrito em 2000 e publicado também na coletânea homônima). Eram mais ou menos trinta laudas – que acabaram virando 265 em pouco menos de um ano. Preciso dizer que nesse tempo escrevi o livro inteiro e fiz um sem-número de revisões – pelo menos umas nove. Ou seja, 265 laudas foram o produto final, mas devo ter escrito pelo menos o dobro disso.

6. Em uma palestra ouvi você dizer que os autores nacionais não ficam devendo em nada aos autores lá de fora. Disse isso quanto à qualidade dos textos. E na ousadia dos temas trabalhados? Já conseguimos manter paridade?

Não, na ousadia ainda não. Temos boas exceções, claro. Jacques Barcia, por exemplo, é uma delas. Ele sempre consegue me surpreender com histórias belas e terríveis, e domina o inglês (língua em que escreve a maior parte de suas histórias) como poucos. Mas percebo que acabo de incorrer num paradoxo: nosso melhor autor dos últimos dois anos talvez o seja justamente porque escreve em total sintonia com o que se escreve lá fora, e não aqui. Eu mesmo sofro de uma terrível esquizofrenia literária: neste ano já publiquei uns oito contos em inglês, que têm sido elogiados lá fora, com temas steampunk e new weird, mas que escrevo com uma grande preocupação em não reinventar a roda, ou seja, não fazer o que já fizeram antes. Os Dias da Peste é um livro cujo tema já foi muito explorado no mercado anglo-americano, e sou altamente devedor a nomes como William Gibson, John Shirley e Pat Cadigan, apenas para citar alguns. Mas não sei se (como alguns colegas americanos meus já me perguntaram) este livro será algum dia traduzido ou reescrito para o inglês. Acho que o cyberpunk é um subgênero que subitamente encontrou uma grande revitalização no Brasil, mas nos EUA e na Inglaterra tomou outro rumo, não tem mais a mesma pegada.

7. O quanto o autor Fábio Fernandes é ciberpunk? Qual a sua relação com os gadgets atuais?

Quem me olha deve achar que eu sou um sujeito completamente sem noção. Na verdade, apesar de ter tido uma formação como técnico em eletrônica no segundo grau e um conhecimento básico de programação, essa linguagem não é o meu forte (embora tenha me aventurado bem de leve nos últimos tempos, por conta dos cursos de tecnologia onde leciono). Mas sou fanático por dispositivos de última geração e procuro estar sempre por dentro das últimas tendências. Não tenho grana para ter os top de linha nem gosto de ser beta-tester (estou mais para delta ou gama-tester, mais pro fim da fila), mas tenho meu iPhonezinho, meu netbook e estou sempre conectado onde quer que eu vá. Ou onde quer que as redes wi-fi e 3G permitam, claro.


Os culpados

Thursday Feb 11, 2010

David & Fábio

Fábio Valverde e David Lehmann no Kazan Sushi.

Não gosto das minhas nóias. Não gosto de tabus nem de amarras. Me dá nervoso gente que fala coisas como “não consigo dormir antes de contar todas as toalhas no banheiro” com um sorriso no rosto, como se contasse um traço importante de sua personalidade. Não quero terminar como o Roberto Carlos usando terno azul 10 anos seguidos, variando entre azul escuro e azul bebê. Por isso, quando percebo nóias eu mesmo trato de combatê-las. 2010 é ano de me livrar dos auto-tabus, então fechei janeiro… comendo comida japonesa. Urgh. Esses dois aí da foto não se importaram nem um pouco com a minha cara e comeram até dizer chega, não se engane pela falta de sorrisos. Eu também comi bastante, apesar da cara. O Fábio veio do Rio só para o meu batismo de fogo, e David aproveitou para terminar o jejum de sushi que já durava dois anos. Em março tem uma nova rodada.


Estudos sobre a leveza, hoje

Wednesday Feb 10, 2010

É hoje o lançamento de Estudos sobre a leveza, do Fernando Torres, que tive o prazer de orelhar. Será no Bar Exquisito, na Rua Bela Cintra 532, por volta de 19h30. Devido à minha nova rotina de monge de horários certinhos, não ficarei por lá muito tempo, mas espero encontrar vocês! Falando niso, é hora de ir almoçar.

“Eu e Fernando Torres estávamos no bar trocando idéias sobre utopias, quando de sobrancelha erguida ele me perguntou: Eric, eu escrevo literatura realista? Claro que sim, respondi na hora, sem titubear. Fronteira de gêneros é comigo mesmo. Mas no meu livro tem um hipopótamo que fala, disse ele, derrubando minha certeza. Pensei em argumentar que o hipopótamo de Elogio à Fábula era tímido demais, talvez surtisse efeito, mas antes que eu pudesse organizar os pensamentos, Fernando me perguntou da formiga, que mais tarde fui lembrar, desfrutando de nova intimidade com o texto, se chamava Tainá. Dentro do formigueiro, tinha uma função a cumprir, ela debaixo da terra com sua folha nas costas, nós acima dela carregando pastas, correndo para não perder o ônibus, ajeitando o nó da gravata. Talvez o psiquiatra dobrasse meus remédios se me ouvisse falar isso, mas senti ali, naquela mesa de bar, que eu e Tainá tínhamos muito em comum, mais ainda do que eu dividia com o hipopótamo. Que cá entre nós, não fala nada. Bati na lona com prazer, ciente de que um bom texto não aceita rótulos, e passamos para o próximo tópico da conversa.

Os 22 contos de Estudos sobre a Leveza são feitos da matéria abstrata que se encontra no campo das idéias, daquela que escapa pelos dedos se apertarmos demais. São moldados pelas intempéries do cotidiano, juntando forma e conteúdo de modo que o leitor possa deslizar pelas entrelinhas, encontrando diferentes reflexos de si no que está retratado. Pode ser o som de um saxofone, uma lambida no sorvete, cineastas sem dinheiro como eu, a incerteza de um sonho, detalhes que facilmente encontram eco no leitor, e que aqui adquirem amplitude, sempre com as portas abertas para um novo significado.

Fernando Torres sabe que a boa literatura não impõe, ela agrega, vai se compondo de cada olhar que a destrinchar no decorrer de sua existência, fatia por fatia. Então não estranhe se a leitura passar num piscar de olhos e fluir com pura leveza. É esse o objetivo! No final de tudo, rótulos diluídos, é a qualidade do traço que faz a diferença, seja no contorno de um hipopótamo ou na trilha de uma formiguinha”.

Com ilustrações de Fernanda Fiamoncini.


Aguarrás: Henrique Arake

Friday Feb 5, 2010

O podcast do Aguarrás chegou com tudo em 2009.
2010 começou com Giulia Moon falando de seu livro Kaori, perfume de vampira.

Agora é a vez do advogado Henrique Arake dar uma luz na questão de direitos autorais e explicar como podemos nos proteger.

Aproveitem também para ouvir as novas entrevistas do Perfil Literário, da Rádio UNESP FM. Participam Carolina Vignamarú, editora do Aguarrás, webdesigner do Fantastik e autora de Godô Dança.  E também a escritora Elvira Vigna, que lança seu mais novo livro – Nada a Dizer – no final de fevereiro pela Companhia das Letras.

 


A fantasia rompe barreiras

Thursday Feb 4, 2010

Uma reclamação constante dos leitores brasileiros de literatura fantástica é a demora do lançamento dos títulos aqui no Brasil. Sabemos que o mercado tem uma resistência burra a autores nacionais, parte pela preguiça das editoras de fazerem um trabalho promocional de qualidade, parte pela estagnação de pensamento dos livreiros que nem sempre conhecem seu material de trabalho. Mas quando se trata de títulos internacionais sempre paira a dúvida: qual a lógica que rege os lançamentos aqui dentro? Sucesso de vendas é sempre uma carta na manga, com certeza. Mas existe algo mais, as famosas cordas invisíveis do mercado.

2009 e 2010 apresentam sinais de que o quadro está mudando. Chegam ao Brasil três séries que estão fazendo muito sucesso lá fora e que levam os fãs da fantasia a universos bem diferentes do encontrado nos livros de Tolkien.

Depois de se firmar com livros de auto-ajuda, a Editora Sextante ganhou espaço e prestígio publicando o best-seller Dan Brown. Mais tarde, lançou os dois livros de Joe Hill, filho de Stephen King, entrando na literatura de gênero pelas portas do terror. Sem muito estardalhaço, lançou um dos livros mais bacanas de fantasia do momento: O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss.  É o primeiro de uma trilogia. Numa troca recente de e-mails com a editora devido ao Fantastik, eles contaram que em breve vem divulgação pesada do livro.

fantasia_onomedovento“‘O nome do vento’ acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida – o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame”.


fantasia_a-game-of-thronesAnunciada ontem pelo autor Raphael Draccon (autor de Dragões de Éter e Corações de Neve), a publicação de A Game of Thrones causou um tremendo burburinho no twitter e nos blogs de autores e leitores de fantasia. Uma das séries mais cultuadas no exterior, com quatro livros já publicados, chegará esse ano ao Brasil pelas mãos da potência literária Leya (saiba mais no Vísceras Literárias) e na TV pelas mãos da HBO. Segundo o Draccon, foi uma luta negociar os direitos autorais da saga de George RR Martin, mas o final foi positivo e isso é o que importa. Ninguém tem dúvidas de que com a Leya por trás, a saga será um sucesso de vendas. Fico na torcida por uma capa bonita na edição nacional, porque acho as estrangeiras quadradonas demais. Para quem quiser saber mais sobre a saga, o autor de fantasia Rober Pinheiro escreveu um artigo excelente para o Fantastik (parte 1 e parte 2). Com direito a foto do velhinho barbudo George RR Martin.

 

fantasia_temeraireGostaram da capa? Para fechar, a Editora Record anunciou que lançará pelo seu selo jovem, o Galera Record, a série Temeraire, de Naomi Novik. A série mistura Guerras Napoleônicas com nada menos que dragões! Para quem gosta de batalhas históricas, imaginar como dragões poderiam mudar o rumo dos acontecimentos é um prato cheio. Para melhorar o impulso de vendas e divulgação, Peter Jackson deve adaptar os livros para a telona. Mais uma vez, a fantasia fará uma jogada de mestre na área de audiovisual. O Grupo Editorial Record sempre esteve de portas abertas para a literatura nacional, lançando trabalhos recentes de Ana Paula Maia, Santiago Nazarian e Marcelino Freire. Quem sabe não acaba descobrindo os autores nacionais de fantasia também? Fica aqui o comentário inevitável da associação de literatura fantástica com público jovem. É o selo certo? Sem dúvida, mas o público de fantasia e ficção-científica vai muito além da garotada. Meus 31 anos que o digam.



Um novo olhar sobre El Greco

Wednesday Feb 3, 2010

“Una España moderna, rompedora y vanguardista encarnada en el genio de El Greco es la sorpresa que la presidencia española de la Unión Europea presenta en Bruselas durante los tres próximos meses para hacer añicos estereotipos de país y de artista. El Greco revolucionario que deslumbró a los expresionistas alemanes y al propio Picasso es el que en una exposición de medio centenar escaso de obras arroja nueva luz, literal y figuradamente, sobre una España del XVI y del XVII que la indolencia intelectual asocia con la España negra”. – En El País.


Neon Azul, revisão terminada

Friday Jan 29, 2010

Estrela e Buraco Negro

 

Terminei agora a revisão final de Néon Azul, meu próximo livro. O arquivo foi enviado para a editora Draco dar o next step, enquanto faço micro ajustes seguindo a opinião de meu alfa-reader aqui em casa que também segue numa segunda leitura.

O Néon é um livro mais sombrio do que os meus trabalhos anteriores, mas também tem seus momentos de alívio cômico, os toques eróticos, o clima de suspense. Posso dizer que é uma Fantasia Urbana bem diferente do trabalho que desenvolvo no livro de magos, com uma carga muito mais urbana do que fantástica, apesar do sobrenatural permear o livro inteiro. Quando me perguntam o que é preciso ler para escrever uma boa fantasia urbana eu sempre respondo: literatura policial. Autores noir. Grahan Greene tem feito meus olhos brilharem recentemente. O noir, acima de tudo, é um ‘estilo’ que se preocupa com o interior dos personagens, que reflete suas dúvidas e temores no mundo externo. E isso é muito forte no Néon Azul.

Mais para frente, vou preparar um texto falando melhor sobre o livro. Provavelmente quando a capa for finalizada. Vontade não me falta de falar mais sobre ele por aqui. É só questão de tempo. Quem estava na torcida pela publicação, vai valer a pena, garanto para vocês.

* a foto é um buraco negro engolindo uma estrela no fim da vida, via ESO.


There’s more to George Orwell than politics

Friday Jan 22, 2010

“This sense of inadequate masculinity and constant self-awareness – the kind that makes Bowling picture himself walking down the road with his fat face, false teeth and vulgar clothes – is a huge part of what makes Orwell’s novels so readable. Just look at how Winston greets Julia’s advances with a classically Orwellian self-assessment. “I’m thirty-nine years old. I’ve got a wife that I can’t get rid of. I’ve got varicose veins. I’ve got false teeth,” he tells her. “What could attract you to a man like me?” Who could resist that for a chat-up line? Had he been around in the real 1984, Winston would surely have been a fan of the Smiths”.

read the full text on The Guardian.


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