“Cena recorrente no Balneário é a expulsão de um casal homossexual por trocar beijos ou estar de mãos dadas num bar. Repercute na imprensa bissextamente e quando trata-se de lugar na Zona Sul – há algum tempo, o pré-moderninho Mofo, no Flamengo, na última semana o neo-botequim Chico & Alaíde, no orquidário do Leblon.
Publicada no suplemento Rio Show de sexta passada, a justificativa do gente boa proprietário do bar, Chico Chagas, é um primor de estupidez e ignorância automática que merece ser reproduzida ipsis litteris e comentada em partes:
1- “Eu não tenho nada contra gays, mas este é um bar família, cheio de crianças. Tem que se comportar melhor.”
Antes de tudo, o Chico poderia definir o que exatamente faz de um bar família – para os meus padrões, nunca entrei num desses (e tenho o azar de conhecer todos os bares do Principado do Leblon)”. – artigo do João Paulo Cuenca em O Globo.
“O segurança e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com ladrões e considerado suspeito de roubar seu próprio carro, um EcoSport. O caso foi registrado no 5º DP de Osasco.
Nos próximos dias, seu advogado, Dojival Vieira, vai ajuizar uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.” Santana é negro.”
Texto de Mônica Cardoso no Estadão online.

Que ridículo, vai! “Bar família”? E deviam ter perguntado pro cara o que ele ia fazer se visse um casal hetero se beijando. Ia expulsar também?
Porcaria de preconceito! =/
Pois é, Gi. A gente está tão acostumado a conviver com gente inteligente que quando esbarra com uma dessas fica chocado.
A questão – e aí falo como mãe – é que os pais são tão ou mais idiotas que o dono do recinto.
Vivência de porta de escola é uma coisa transcendental. Eu evoluí muito depois de conversar com algumas mães. Evoluí para um estado meditativo-alface, uma surdez temporária que tem sido utilíssima vida afora. Agora pratico a transmutação em samambaia, absolutamente necessária para atingir o mesmo nível de conversa.
Vocês não acreditariam se contasse os absurdos que escuto.
Outro dia ouvi, em alto e bom som, um pai dizer para o filho que não poderia ir brincar na casa de fulaninho pque ele era adotado (e negro). Nessas horas é que vejo como os meus exercícios de auto-controle tem funcionado. Não, eu não matei o cara.
O mundo ainda é muito cane, meus amigos.
Cabe a nós divulgar este tipo de atitude. A única ferramenta que temos é nossa voz.
Revoltante.
Pior que existem tantos zés-manés desses que ainda vai demorar pro mundo mudar, mas a guerra continua, porque se há 50 anos não houvesse um King, hoje o Obama não sentaria lá, se não tivesse um Milk, teriam muito mais gay sendo mortos no Texas do que os que são mortos hoje.
Revoltante.
Pior que existem tantos zés-manés desses que ainda vai demorar pro mundo mudar, mas a guerra continua, porque se há 50 anos não houvesse um King, hoje o Obama não sentaria lá, se não tivesse um Milk, teriam muito mais gays sendo mortos no Texas do que os que são mortos hoje.