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Sábado Steampunk

Galera, nesse sábado rola uma mesa-redonda sobre Steampunk comigo, o autor José Roberto Vieira e os membros do Conselho Steampunk de São Paulo: Cândido Ruiz e Carlos Felippe. Será na Livraria Cultura do Shopping Bourbon de São Paulo, 16 horas. Então, repetindo, dia 4 de setembro  eu encontro vocês lá para falar sobre a construção de textos Steampunk. O encontro está sendo organizado pela Editora Draco e pela Livraria Cultura. Estarei representando a coletânea Vaporpunk, que foi lançada no Fantasticon. Soube que a Cultura também encomendou meu romance Neon Azul para o evento, então quem ainda não comprou o seu terá uma oportunidade de comprar e pegar o autógrafo deste que vos fala.

Estou indo com uma imensa vontade de aprender mais sobre o assunto, apareça por lá para aprender junto comigo. Devo chegar cedo no Bourbon, quem quiser antecipar o papo será bem-vindo.

Aproveitando, estou devendo textos sobre o Invisibilidades e o Fantasticon, mas uma tendinite me afastou do computador. Semana que vem, pós-feriado, eu atualizo.

Vaporpunk

Só para lembrar, no mesmo fim de semana do lançamento do Neon Azul, sai também a coletânea Vaporpunk, da editora Draco, um livro de steampunk centrado no caráter de história alternativa desse subgênero. Eu participo com o conto O dia da besta, que se passa na época de D. Pedro II e mostra uma dupla de investigadores no melhor estilo Sherlock. Princesa Isabel kicking asses, aviões, cavalos movidos a vapor, armas giratórias e um metamorfo bem diferente são alguns dos ingredientes do conto. Estarei na companhia de gente de peso como os brasileiros Carlos Orsi Martinho, Octavio Aragão, Gerson Lodi-Ribeiro e Flávio Medeiros (aka Garfield), e os portugueses João Ventura, Jorge Candeias e Yves Robert. A capa será divulgada em breve.

Espero em setembro poder contar mais duas novidades literárias para vocês.

RPGCON, como foi

Sábado passado participei de uma palestra sobre o mercado de ficção especulativa no RPGCon e fiquei devendo algumas palavras. Antes de mais nada, deixo um obrigado ao Conselho Steampunk pelo convite. É sempre bom conhecer pessoalmente quem só converso por meios virtuais.

A mesa redonda conseguiu encher o miniauditório, alguns rostos antigos, a maioria gente nova, o que é sempre motivo de comemoração. Tentei pontuar com algum humor o bate-papo que rolou na companhia de José Roberto Vieira (Baronato de Shoah), Douglas MCT (Necrópolis), Cristina Lasaitis (Fábulas do Tempo e da Eternidade), Richard Diegues (Cyber Brasiliana) e Gian Celli (organizador da coletânea Steampunk e com um romance do mesmo gênero no forno). Foi a primeira vez que falei em público do meu novo livro, Neon Azul, que sai agora em agosto no Fantasticon, mas não tive muita oportunidade (o tempo era curto, a agenda do evento é movimentada) para falar sobre fantasia urbana.

Um dos momentos mais engraçados foi a constatação da platéia de que vivemos hoje em um mundo cyberpunk, cercado de aparelhos, implantes e tecnologia, a maioria de nós vivendo em metrópoles. Pensar que Orkut não deixa de ser cyberpunk foi desesperador, mas todos superamos o trauma. Um dos participantes levantou a observação de que caminhamos para uma utopia forçada, onde tudo é politicamente correto, todos são obrigados a ser felizes, os vampiros são românticos e camaradas, e por aí vai. A comparação com Demolition Man, filme com Silvester Stallone, foi muito boa. Para quem não lembra, ele trata de uma realidade onde a violência foi eliminada, as pessoas praticam sexo usando capacetes (sem contato físico) e as rádios só tocam antigos jingles, e não mais música de verdade.

Para fechar, conseguimos falar rapidinho sobre o New Weird e suas peculiaridades. Mas aí, o pessoal da próxima palestra já estava batendo na nossa porta e tivemos que sair.

Como tenho a alimentação super controlada e a mesa redonda caiu justo na hora do almoço (e estava difícil até de conseguir água por lá), acabei voltando para casa para almoçar e não assisti o restante das palestras – que teve nomes como Eduardo Spohr, Leonel Caldela e Raphael Draccon – nem a entrega do prêmio da gincana de A Tríade, que se espelhou no esquema dos ARGs e mobilizou cerca de 100 pessoas.

Por fim, muito bom conhecer o pessoal da Moonshadows, livraria que divulga bastante a fantasia como um todo e tem apoiado os títulos da Draco e de outras editoras. Merecia mais espaço do que disponibilizam, com certeza.

Melhores do Ano e RPGCon

Duas notícias rápidas! Primeiro quero compartilhar a felicidade de ter ganhado o prêmio Melhores do Ano 2010 organizado pela Ana Cristina Rodrigues. O prêmio é voltado para a área de literatura especulativa e eu ganhei como melhor colunista/resenhista, graças aos textos publicados no Aguarrás, e como melhor site informativo, pelo falecido Fantastik, empatando na primeira posição com o Homem Nerd.

Como não pedi nenhum voto para amigos e parentes, fico muito feliz com o resultado. Você pode conhecer os demais vencedores no blog Cidade Phantástica, do Romeu Martins.

Foi lá também que descobri que minha participação no RPGCon foi confirmada! Estarei ao lado de Richard Diegues, Gian Celli, Cris Lasaitis, Douglas MCT e José Roberto Vieira falando de literatura fantástica, com destaque para o gênero SteamPunk.

O convite ocorreu graças à minha participação na coletânea Vaporpunk da editora Draco, organizada pelo mestre da história alternativa Gerson Lodi-Ribeiro, com autores do Brasil e de Portugal. Pelo que tive oportunidade de ver, é um um livro muito bom que vai deixar os fãs do gênero babando. Meu conto mistura metamorfos e steam, numa história passada na época de D. Pedro II. Deu um trabalho do cão fazer a pesquisa, então espero que os steamers curtam bastante.

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